Category Archives: Séries

É hora de cair fora ou até que a morte nos separe?

Até Nas Melhores Famílias

Testemunho da série Até Nas Melhores Famílias, realizada na Igreja Presbiteriana em Alphaville em 2011

Anúncios

Série | Deus, Meu Coração e as Roupas #3ª Parte

Por C. J. Mahaney / Fonte: www.tempodecolheita.com.br

A Aparência da mulher Modesta

Como são as roupas humildes, modestas? O versículo 1 Timóteo 2.9 nos diz, “as mulheres se ataviem com traje decoroso… não com tranças, ou com ouro, ou pérolas, ou vestidos custosos”.

Para entendermos melhor esse versículo, vamos retornar aos tempos do início da igreja. Houve problemas nas reuniões da igreja, e Paulo es­tava escrevendo a Timóteo “para que… saibas [soubesse] como se deve proceder na casa de Deus, a qual é a igreja do Deus vivo, coluna e esteio da verdade” (1 Timóteo 3.14-15).

Obviamente, algumas pessoas não estavam se comportando de uma maneira digna da igreja do Deus vivo, por isso necessitavam da advertên­cia graciosa do apóstolo.

Paulo começa, apropriadamente, com os homens: “Quero, pois, que os homens orem em todo lugar, levantando mãos santas, sem ira nem conten­da” (1 Timóteo 2.8). Ele está dizendo, “Gente, parem de brigar na igreja! Vocês estão tirando o foco da adoração, dos ensinamentos e da oração. A ira é sempre ruim, mas principalmente na igreja, na casa de Deus, na igreja do Deus vivo. Vocês precisam parar de brigar e começar a orar!” Então, Paulo se dirige às mulheres no versículo, que acabamos de ler (1 Timóteo 2.9). Ele está preocupado porque algumas delas estão imitando a maneira de vestir das mulheres da corte romana e das prostitutas. Essas mulheres eram conhecidas por suas roupas e jóias caras e penteados sofisticados; elas se vestiam não somente para chamar a atenção, mas também para seduzir os homens.

Quando as mulheres da igreja chegaram vestidas dessa forma, não é de se surpreender que tirassem o foco da adoração a Deus. Além disso, por meio de suas vestes ostensivas, associavam-se com os ricos (se dife-renciando dos pobres) e com os ímpios (se diferenciando dos seus irmãos e irmãs da igreja). As suas vestes causavam distração e talvez até mesmo discórdia.

É por isso que Paulo as orienta a se vestirem “com traje decoroso” e “não com tranças, ou com ouro, ou pérolas, ou vestidos custosos”. Ele quer que o Salvador, e não um estilo sedutor, seja o foco da congregação—e realmente, o foco de tudo na vida.

Então, a questão real não eram as tranças, o ouro, as pérolas ou os vestidos custosos. A questão eram—e são—roupas associadas a valores mundanos e ímpios: roupas que dizem “olhem pra mim” e “estou com o mundo”.

Deixe-me ser claro: Paulo não está categoricamente proibindo uma mulher de melhorar sua aparência—no domingo ou em qualquer outro dia da semana. Na verdade, você encontrará outras partes da Bíblia onde mulheres piedosas usavam roupas e jóias finas.

A mulher de caráter nobre em Provérbios 31 se vestia com roupas coloridas e de boa qualidade (v. 22). Da mesma forma, a noiva, nos Cantares de Salomão, se enfeitava com joias (1.10). Ester fez um tratamento de beleza por doze meses (Ester 2.12). Obviamente, Deus não é contra as mulheres se fazerem belas.

Como minha esposa Carolyn observou:

“Deus é o criador da beleza. Deus se deleita na beleza. Tudo que precisa­mos para verificar esse fato é considerarmos a beleza que ele criou ao nosso redor: uma flor elegante, uma árvore colossal, um rio serpeante, as nuvens no céu ou uma noite majestosa. Todas as vezes que paramos para admirar uma dessas cenas maravilhosas que demonstram a criação de Deus, realmente nos convencemos de que ele tem prazer na beleza! Porque fomos criados à imagem do nosso Criador, temos a tendência a tornar as coisas belas. Isso quer dizer que—quando decoramos nossa casa, plantamos um jardim florido, buscamos adicionar alguma forma de beleza ao nosso redor e até mesmo quando tentamos melhorar nossa aparência física—estamos imitando e nos deleitando nas obras do nosso Grande Criador.:

Admiro o desejo feminino da minha mulher de buscar a beleza e sua capacidade de fazer a si mesma e àquilo que está a sua volta atraente. Uma mulher pode honrar a Deus melhorando sua aparência pessoal ou trazendo beleza ao seu ambiente.

John Angell James concorda, com reservas:

Essa propensão [para a beleza], embora em muitos casos possa ser total­mente corrompida em seu objetivo, errada em seu princípio ou excessiva em seu grau, é em sua própria natureza uma imitação das obras de Deus, que, “pelo seu sopro ornou o céu” e cobriu a terra com beleza.

James está certo. A propensão de uma mulher para a beleza pode ser uma imitação do caráter de Deus, mas pode também se tornar corrompida. E esse era o caso da igreja do primeiro século. Paulo advertiu as mulheres que professaram a santidade: “Vocês não devem se vestir de maneira a ficarem parecidas com mulheres que são extravagantes, ou pior, que têm a intenção de serem sedutoras ou sexualmente atraentes. Vocês não devem se identificar com a cultura ímpia, mundana por meio das suas roupas”. Paulo escreveu não para condenar o vestuário atrativo delas, mas para abordar sua corrupção pela associação com valores e ideais mundanos.

Essa verdade é igualmente importante em todas as épocas. Pense no que inspira sua maneira de se vestir.

Com quem você está se identificando por meio da sua aparência?
Quem você está tentando imitar com a sua ma­neira de se vestir?
O seu cabelo, as suas roupas ou algum outro aspecto da sua aparência revelam uma fascinação excessiva com os valores culturais mundanos?
Você está preocupada em se parecer com as mulheres na es­cola e no trabalho, com as atrizes, as celebridades e as modelos nas capas de revista ou com sua vizinha imodesta?
Você quer ser como as mulheres piedosas da Bíblia ou como as mundanas da nossa cultura?

As mulheres na igreja não devem se igualar às mulheres sedutoras do mundo. As mulheres na igreja devem ser diferentes. Elas devem se desta­car não pelas suas roupas reveladoras, mas pelo seu coração e pela sua maneira de se vestir distintivamente modestos.

Leia a #1ª Parte#2ª Parte

_______________________________________________________________________________________________________

Extraído do capítulo “Deus, Meu Coração e as Roupas” escrito por C. J. Mahaney no livro“Mundanismo, como resistir à sedução de um mundo caído”, © 2010. O livro estará disponível pela Editora Tempo de Colheita em Dezembro. Usado com permissão da Editora Tempo de Colheita, Niterói – RJ. www.tempodecolheita.com.br

Série | Deus, Meu Coração e as Roupas #2ª Parte

Por C. J. Mahaney / Fonte: www.tempodecolheita.com.br

O comportamento da mulher modesta

Qualquer discussão bíblica sobre a modéstia se inicia endereçada ao coração e não ao comprimento da saia. Devemos começar com a atitude da mulher modesta.

Essa ênfase no coração é o destaque de 1 Timóteo 2.9. Note a frase “com modéstia e sobriedade”. Todo traje decoroso resulta de um coração piedoso, onde a modéstia e a sobriedade têm origem. A maneira de nos vestirmos é uma declaração pública da nossa motivação pessoal e privada. E porque professamos santidade, devemos nos preocupar em cultivar essas virtudes gêmeas—a modéstia e a sobriedade.

Modéstia significa decoro. Significa evitar roupas e adornos extravagantes ou sexualmente atrativos. Modéstia é a humildade expressa na maneira das pessoas se vestirem; é o desejo de servir aos outros, principalmente aos homens, não promovendo ou provocando a sensualidade.

Imodéstia, então, é muito mais do que usar uma saia curta ou uma blusa decotada; é o ato de atrair atenção indevida para si mesmo. É o orgulho demonstrado pela maneira como as pessoas se vestem.

Sobriedade é, em uma só palavra, moderação. Moderação com o propósito de pureza; moderação com o propósito de exaltar a Deus e não a nós mesmos. Juntas, a modéstia e a sobriedade deveriam ser a marca do vestuário das mulheres piedosas.

Nos tempos de Paulo e Timóteo, a modéstia e a sobriedade eram desconhecidas por muitas mulheres que andavam no mercado da cidade, assim como eram para Jenni e são para a maioria das mulheres nos shopping centers de hoje. E esses conceitos com certeza são desconhecidos pelos estilistas de moda, cujo objetivo na criação de roupas é a provocação sexual.

Mas, para as mulheres piedosas, a modéstia e a sobriedade devem estar distintivamente presentes no coração. A pergunta é: essas qualidades estão distintivamente presentes no seu coração?

Tal comportamento fará a diferença no vestuário de uma mulher, como o pastor John MacArthur observou:

Como uma mulher discerne o limite entre se vestir apropriadamente e para ser o centro das atenções?
A resposta começa na intenção do coração. A mulher deve examinar os motivos e objetivos da maneira como se veste. A sua intenção é mostrar a graça e a beleza da feminilidade?…

É revelar um coração humilde, desejoso de adorar a Deus? Ou é chamar atenção para si mesma e ostentar sua… beleza? Ou pior, tentar atrair homens sexualmente? A mulher que se concentra em adorar a Deus considerará cuidadosamente a maneira de se vestir, porque o seu coração controlará o seu vestuário e a sua aparência.3

Qualquer debate sobre a modéstia “começa na intenção do coração”. Então, pare e pense: qual é a intenção do seu coração quando compra roupas? Um coração humilde e desejoso de servir controla o seu vestuário e a sua aparência? Quando você compra roupas, a modéstia e a sobriedade predominam? Ou a sua maneira de se vestir é motivada pelo desejo de chamar atenção e obter aprovação das outras pessoas? O seu estilo reflete falta de sobriedade?

Há uma forte ligação entre o seu coração e as suas roupas. Suas roupas dizem algo sobre o seu comportamento. Se elas não expressarem um coração humilde, desejoso de agradar a Deus, de servir os outros, um coração modesto, sóbrio, então a transformação deverá começar no seu coração.

Pois modéstia é humildade expressa na maneira de se vestir.

Leia a #1ª Parte#3ª Parte

_______________________________________________________________________________________________________

Extraído do capítulo “Deus, Meu Coração e as Roupas” escrito por C. J. Mahaney no livro “Mundanismo, como resistir à sedução de um mundo caído”, © 2010. O livro estará disponível pela Editora Tempo de Colheita em Dezembro. Usado com permissão da Editora Tempo de Colheita, Niterói – RJ. www.tempodecolheita.com.br

Superando as perdas que surgem na família

Até Nas Melhores Famílias

Testemunho da série Até Nas Melhores Famílias, realizada na Igreja Presbiteriana em Alphaville em 2011.

Você está disposto a mudar?

Testemunho da série Até Nas Melhores Famílias, realizada na Igreja Presbiteriana em Alphaville em 2011.

Curso de Sustentabilidade

SUSTENTABILIDADE | Inclua essa palavra ao seu vocabulário.
Ótimo material do Grupo Santarder.
Vale a pena ver e aprender sobre do que se trata.

Capítulo 1

Capítulo 2

Capítulo 3
[YOUTUBE=http://www.youtube.com/watch?v=8Jug39kaj7g]

Série | Desintoxicação Sexual #4ª Parte

(a primeira parte deste post pode ser lida aqui, a segunda aqui, a terceira aqui)

Por Tim Challies | Traduzido por Gustavo Vilela

Sexo Egocêntrico

Em minha infância, ouvia muitos boatos sobre os efeitos físicos da masturbação. Ouvi falar de casos em que pessoas perderam todo o cabelo, ou que crescia cabelo em suas mãos, outras que ficaram cegas e outras, ainda pior, que ficaram loucas por causa da prática da masturbação. Contudo, como disse James Dobson, “Se a masturbação realmente causasse [esses efeitos], toda a população masculina e metade da população feminina seria cega, fraca, estúpida e doente. Entre 95 e 98 por cento dos garotos a praticam – e pode ser que o resto esteja mentindo.” Meus pais certamente nunca me disseram essas mentiras, tampouco meus professores ou líderes de juventude na igreja. Essas histórias, no entanto, eram passadas de menino para menino no parquinho, normalmente muito antes de qualquer um de nós ter pensado seriamente sobre a sexualidade. Nem sabíamos o que isso era e nem quais eram suas terríveis consequências.

Embora esses rumores não tenham fundamento, eles continuam a ser passados de garoto para garoto, simplesmente porque masturbação é um tema que gera culpa e vergonha. Esses boatos incentivam o medo de que a pessoa seja descoberta, de que a sua vergonha seja exposta. Não há nenhuma razão física para negar a si mesmo esse prazer sexual. Como Joshua Harris escreve no livro Sexo não é problema (lascívia, sim), “a masturbação não é um hábito imundo que deixa as pessoas sujas. Ele só revela a sujeira que já está em nossos corações.” O ato físico da masturbação simplesmente aponta para um profundo problema dentro de nós. Embora este ato não seja sujo e não torne uma pessoa suja, pode, no entanto, ser ainda um grande prejuízo mental e espiritual, enquanto garotos lutam com sentimentos de culpa, remorso e vergonha por causa de seus hábitos. Para algumas pessoas, esta pode ser uma razão convincente para evitar sua prática, mas para muitos não é. Para muitos de nós, a culpa não é motivação suficiente para limitar nossos comportamentos pecaminosos.

Pureza de mente

A razão mais comumente dada por que as pessoas não devem se masturbar é que polui a mente. A satisfação sexual não é apenas um ato físico, mas um ato que envolve a mente. O ato em si traz muito menos culpa do que a imaginação que o acompanha – as imagens da mente – que são uma parte inevitável da experiência. Essas fantasias correm desenfreadas durante atos de masturbação. Este tipo de fantasia pode ser perigoso pelo menos de duas maneiras. Em primeiro lugar, como muitos adultos têm duramente aprendido, a realidade raramente é tão maravilhosa como a fantasia. Muitas pessoas criam expectativas sobre o sexo em suas mentes que, na realidade, não podem cumprir. Ouso dizer que nunca um adolescente criou uma fantasia em que sua parceira delicadamente e carinhosamente rejeita seus avanços porque ela está muito cansada. Tampouco ele inventou uma fantasia na qual ela declina a participação em um determinado ato porque acha desconfortável ou de mau gosto. O fato é que a fantasia pode criar expectativas irrealistas e não saudáveis do sexo.

Em segundo lugar, a fantasia raramente envolve parceiros sexuais legítimos, assim como as cenas de sexo dos filmes raramente envolvem casais casados, que podem, diante de Deus, ter relações sexuais legítimas. Um rapaz adolescente não tem nenhuma razão legítima para realizar fantasias sexuais, porque ele não tem um parceiro dado por Deus com quem ele possa consumar tal desejo. Embora seja perfeitamente legítimo um marido sonhar com um encontro sexual com sua esposa, a masturbação pode incentivá-lo a encher sua mente com pensamentos sobre outras mulheres, ou mesmo a procurar material pornográfico como combustível para sua mente.

A fantasia é perigosa quando não é devidamente controlada. Masturbação é pecado porque viola o ensino do Senhor sobre a pureza moral. “Mas eu digo a você que todo aquele que olhar para uma mulher com intenção sensual, já cometeu adultério com ela em seu coração” (Mateus 5:28). Fantasia também pode ser perigosa quando se cria expectativa irreal.

Alguns irão protestar dizendo que quando eles se masturbam estão apenas realizando um ato físico para aliviar o stress ou o tédio. Eles irão insistir que não sucumbem a pensamentos inadequados. Em seu livro, Quando bons homens são tentados, o autor Bill Perkins escreve: “Parece-me que a masturbação é amoral. Em algumas circunstâncias é comportamento aceitável. Em outras ocasiões, é claramente errado” (página 122). Ele passa a oferecer três testes que irão avaliar se um determinado caso é certo ou errado: o teste de pensamento (se o ato é acompanhado de fantasias inadequadas), o teste de auto-controle (se o ato torna-se obsessivo) e o teste de amor (se isso leva uma pessoa a deixar de atender às necessidades do seu cônjuge).

James Dobson ensina uma visão semelhante da masturbação. Quando eu era mais novo, meus pais me deram seu livro Preparando-se para a adolescência e eu me lembro bem deste ensinamento. Ele acredita que todos os meninos (e a maioria das meninas) experimentam a masturbação e que a culpa trazida pelo ato destrói muitas crianças. Assim, ele acredita que os pais devem raramente falar com seus filhos sobre isso, e se o fazem, devem fazê-lo para tranquilizar os seus filhos de que tais práticas são normais. Aqui está o que ele diz em seu site:

“A minha opinião é que a masturbação não é muito um problema com Deus. É uma parte normal da adolescência que não envolve mais ninguém. Não causa doença. Não produz bebês, e Jesus não menciona isso na Bíblia. Eu não estou dizendo para você se masturbar, e eu espero que você não sinta necessidade disso. Mas se você fizer, minha opinião é que você não deve lutar com a culpa desse ato. Por que eu digo isso? Porque eu lido com muitos cristãos jovens que estão dilacerados com a culpa da masturbação, querem parar e simplesmente não conseguem. Gostaria de ajudar você a evitar essa agonia.”

Esta resposta é muito humanista. A maneira correta de evitar a agonia da culpa não é ignorar o pecado, mas focar sobre o evangelho. Dobson considera que este é um problema com o qual os jovens não devem agonizar. Mas fale honesta e abertamente com jovens e eles vão te dizer que eles realmente querem falar sobre isso e que querem ter certeza de que masturbação é pecado e que eles podem e devem superá-lo. A culpa que sentem não é irracional, é boa, do tipo que vem por causa do pecado e destina-se a ajudar a corrigi-lo.

Assim como Perkins, Dobson não se envolve em uma análise bíblica deste tema em particular. Ele conclui que a masturbação é amoral porque não há nenhuma passagem bíblica específica que permite ou condena a prática. Encontrei estas palavras em um site: “Se a masturbação é um pecado, então é um tanto estranho que a Escritura tenha deixado o crente especulando sobre seu estado moral.”

No entanto, como veremos, a Bíblia não é silenciosa e não nos deixa especulando. O fato de que a Escritura não menciona explicitamente a masturbação simplesmente aponta para o fato de que ela fala tanto e tão profundamente sobre a sexualidade que não há necessidade de falar sobre masturbação (assim como a Escritura fala tão bem sobre o assassinato e o valor da vida humana que não precisa falar explicitamente sobre o aborto). O ensinamento da Bíblia sobre sexualidade prova que a masturbação é pecado tanto se for um ato acompanhado de fantasia pecaminosa quanto se for um ato puramente físico.

O propósito de Deus para a sexualidade

Nós já aprendemos que o propósito último do sexo é prover intimidade entre marido e mulher. Não há maior expressão de vulnerável intimidade entre seres humanos. Um exame atento do ensino da Escritura sobre a sexualidade vai revelar que não temos nenhuma razão para acreditar que Deus tenha destinado o sexo para ser uma atividade privada. O coração e a alma da sexualidade é dar e receber prazer sexual. O sexo é destinado a ser um meio de satisfação mútua, em que o marido pensa primeiro em sua esposa, e a esposa, primeiro em seu marido. Ao satisfazerem as necessidades do outro, eles têm as suas próprias necessidades satisfeitas. É um belo quadro de intimidade! Como qualquer casal pode testemunhar, quanto mais altruísta o sexo, melhor ele se torna. Quanto mais cada um dos cônjuges pretende agradar ao outro, mais satisfatório e gratificante o ato se torna. Isso é bonito. Como poderíamos esperar, o contrário também é verdadeiro. Sexo que é completamente egoísta é humilhante e insatisfatório (o estupro, um ato de egoísmo sexual absoluto, pode ser a expressão máxima do sexo egoísta).

O sexo é tão importante para um casamento que a Bíblia nos proíbe negligenciá-lo. “Não se privem um ao outro, salvo talvez por um acordo mútuo, por tempo limitado, para dedicarem-se à oração; mas depois se unam novamente, para que Satanás não os tente por causa da falta de auto-controle” (1 Coríntios 7:5). Esta privação pode referir-se não só ao tempo, mas também à atividade. Um homem não deve privar sua esposa durante um período de tempo, nem deve privá-la ao praticar atividade sexual privada. Assim como os casais casados podem atestar a importância do sexo, tenho certeza que a maioria também pode perceber alguns momentos em que negligenciaram essa atividade e podem atestar as dificuldades causadas em seu casamento. Deus quer que marido e esposa façam sexo um com o outro e regularmente.

O mútuo dar e receber está no coração do propósito de Deus para a sexualidade e é exatamente o que a masturbação não fornece e não pode fornecer. A masturbação arranca a sexualidade do seu propósito divino de satisfação mútua. Ela pega um ato que Deus criou para construir o relacionamento e faz-lhe um ato de isolamento egoísta. A masturbação e a fantasia tentam criar uma falsa intimidade ao invés da verdadeira intimidade entre marido e esposa que Deus criou dentro do relacionamento conjugal.

Continuando em 1 Coríntios, lemos: “O marido conceda à esposa o que lhe é devido, e também, semelhantemente, a esposa, ao seu marido. A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, e sim o marido; e também, semelhantemente, o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, e sim a mulher.” (1 Coríntios 7:3-4). O corpo de um homem não pertence a si mesmo, mas a sua esposa ou a sua futura esposa e, finalmente, a Deus. O corpo de uma mulher pertence ao marido (e a Deus). Da mesma forma, o corpo da mulher solteira pertence ao seu futuro esposo e deve ser mantido puro para ele. Nenhum dos dois tem o direito de expressar a sexualidade para além do outro. Quando a Bíblia diz que um homem deve expressar sua sexualidade exclusivamente com sua esposa, por que muitos interpretam que ele é livre para expressar sua sexualidade sem ela?

Quão mal?

Até agora eu acho que deve ter ficado claro que a masturbação é um pecado do qual deve-se arrepender e contra o qual os cristãos precisam lutar. Infelizmente, porém, para muitos jovens cristãos, isso torna-se uma questão que começa a definir o seu estado espiritual. Algumas pessoas sentem tamanha culpa pela prática de tal ato que começam a questionar a sua salvação e começam a ver-se apenas através da lente deste pecado. Não há dúvida de que este é um pecado grave, mas não deve ser dada tanta proeminência que as pessoas não consigam ver nada além disto. Joshua Harris escreve sabiamente, “Quando nós inflamos a importância deste ato, ou nós vamos ignorar as muitas evidências da obra de Deus em nós ou vamos ignorar outras expressões mais graves da lascívia que Deus quer que tratemos”.

Pornografia

Quero adicionar uma palavra breve aqui sobre a pornografia. Eu não preciso nem dizer a conexão que há entre a pornografia e a masturbação. Apesar dessa conexão, muitas discussões sobre pornografia não discutem também a masturbação. Mesmo assim, o grande objetivo de se ver  pornografia é que ela sirva de combustível para a fantasia sexual e então culmine na masturbação ou noutra forma egoísta de expressão sexual. As pessoas não costumam ver pornografia e, em seguida ir lavar a louça! Pouquíssimos cristãos argumentariam que a pornografia é aceitável e, mesmo assim, inúmeros são atraídos e ludibriados por ela. Tal como a masturbação, a pornografia é inerentemente egocêntrica. Ele cria uma falsa intimidade entre um pessoa anônima numa revista (ou em uma tela) e o espectador. Provê escapismo e liberação, mas não exige qualquer esforço ou auto-negação. Cria uma perversão egoísta e egocêntrica do verdadeiro ato sagrado. Combinar masturbação e pornografia é compor pecado com mais pecado.

Uma busca não egoísta

Você percebe, então, como a masturbação nega a finalidade para a qual Deus criou o sexo? O sexo não foi feito para ser uma busca egoísta. Não se pretendia focar os pensamentos de uma pessoa sobre si mesma e sobre suas próprias necessidades. Pelo contrário, o sexo foi concebido como um meio de cumprir o mandamento do Senhor para estimar o outro como superior a si mesmo. O prazer do sexo não se destina a ser apreciado de forma isolada, mas a ser apreciado proporcionando esse mesmo prazer ao outro. Masturbação não pode cumprir o desígnio de Deus para a sexualidade e, portanto, não tem lugar na vida de alguém que se chama de cristão.

O Evangelho

Para aqueles que lutam contra este pecado, tenham bom ânimo, pois há esperança. Não encontre conforto naquele frio consolo que diz “todo mundo faz isso.” Tome conforto, em vez disso, na boa notícia do evangelho. O sangue de Jesus foi derramado por pecados como este e o poder do Espírito Santo foi dado a nós para que possamos superá-lo. Este não é um pecado que está além do poder de Deus. Você pode ser libertado.

Traduzido por Gustavo Vilela | iPródigo

Série | Desintoxicação Sexual #3ª Parte

(a primeira parte deste post pode ser lida aqui, a segunda aqui)

Por Tim Challies | Traduzido por Gustavo Vilela

Uma teologia do sexo

O que Deus criou primeiro: a fome ou a comida? Deus fez o homem ter fome e depois inventou o alimento para saciar a necessidade? Ou será que Deus primeiro inventou os alimentos e, em seguida, deu ao homem um apetite que o motivasse a buscar esse bom presente de Deus? Enquanto nós geralmente criamos uma necessidade para depois conseguir satisfazê-la, Deus tem um fim antes mesmo do início. Ele cria bons presentes e, só depois, cria uma necessidade para eles. Ele não cria uma necessidade para a qual não haja preenchimento. O tema deste capítulo é, simplesmente, sexo, e quero oferecer uma breve teologia do sexo e do desejo sexual. Quero ajudá-lo a ver por que Deus criou o sexo, por que ele criou o desejo sexual, e por que ele distribuiu o desejo sexual em medida desigual.

Sexo

Deus nos dá o sexo porque ele tem um poder ímpar de conduzir um marido à sua esposa e uma mulher ao seu marido. Ele sabe disso porque ele é Quem inventou isso! Ele o fez de um modo que o sexo é muito mais do que a soma de suas partes. Poderíamos descrever o sexo apenas em termos de partes do corpo e hormônios, mas nunca chegaríamos nem perto de entender o que ele é. É como tentar descrever um bolo só em termos dos seus ingredientes – farinha, leite, ovos (ou, se fôssemos descrever a Ceia do Senhor, fazendo referência apenas a comer pão e beber vinho). Sexo vai muito além do aspecto meramente físico. Ao contrário, estende-se para o emocional e espiritual. É através da união sexual que duas pessoas são feitos uma só. É um mistério que só pode ser comparado, em termos de impacto, com a união de Deus ao seu povo, como somos enxertados nele.

Deus deu-nos algo extraordinariamente poderoso e foi sábio em colocar limites rigorosos sobre isso. Ele tem todo o direito de fazê-lo porque ele é quem criou o sexo e criou sua função. Sexo, então, é para ser compartilhado apenas entre um marido e sua esposa, e não pode ser estendido para outros, quer antes do casamento, quer durante o casamento (Mateus 5:27,28). O sexo não deve ser despertado até a hora certa (Cantares 8:4). Sexo é para ser praticado regularmente, durante um casamento (1 Coríntios 7:1-5). Tais limites não são destinados para inibir a liberdade, mas para aumentar a liberdade. Quando usamos este dom como Deus o quer, ganhamos grande alegria e liberdade nele. Quando utilizamos o dom de forma errada, acabamos sofrendo por tal abuso.

A finalidade do sexo, então, é fornecer um meio único através do qual o marido e sua esposa podem conhecer um ao outro, servir um ao outro, expressar vulnerabilidade, dar e receber. Nenhuma outra área no casamento oferece tanto a ganhar e tanto a perder. Nenhuma outra área no casamento põe o casal tão junto. E nenhuma mensagem poderia estar mais longe do que o que é visto na pornografia.

Muitos teólogos têm tentado chegar ao significado mais profundo do sexo. “Sexo é uma imagem, uma metáfora, para apontar-nos as alegrias do céu”, eles poderiam dizer. E talvez isso seja verdade. Mas eu não acho que a Bíblia nos diz isso claramente. Também não estou convencido de que precisamos encontrar algum significado mais profundo no sexo a fim de afirmar a sua bondade. Sexo é inerentemente bom, porque foi criado por um Deus bom. Não é necessário construir uma teologia complexa em torno do sexo como se ele só fosse bom em algum tipo de sentido secundário. Ele é perfeitamente bom em si mesmo. Mesmo que seu sentido último não seja mais profundo do que o prazer e a satisfação mútua, o sexo é bom porque Deus é bom. Ele poderia facilmente ter decretado que o sexo fosse uma parte integrante de cada casamento e, em seguida, fazê-lo intrinsecamente desagradável. Ele não o fez. Ao contrário, ele fez o sexo quase transcendente no seu prazer. Em seu melhor, o sexo realmente transcende a maior parte dos outros prazeres da vida. Em sua singularidade, em sua alegria, em sua liberdade e vulnerabilidade. E nestas coisas, o sexo põe marido e mulher juntos em uma maneira única e inigualável.

Quando você entende isso, você deve também compreende porque o sexo é para ser desfrutado apenas entre marido e mulher. Você compreende porque Deus proíbe o sexo pré-marital (fornicação), porque ele proíbe o sexo fora do casamento (adultério) e por que ele proíbe o sexo egoísta (masturbação). Todas estas coisas zombam da realidade. Todas estas coisas são abusar do bom presente de Deus.

Desejo

Juntamente com o sexo, Deus criou o desejo sexual. Quando jovem, eu, como tantos outros, lutava com a incapacidade de expressar meu desejo sexual crescente e até mesmo me lembro de clamar a Deus perguntando por que ele tinha me dado esse desejo. Muitas vezes o desejo sexual é um fardo pesado. A resposta às minhas perguntas veio só mais tarde.

Há alguns que dizem que o desejo sexual existe apenas para motivar a procriação, que a desejo de fazer sexo vai levar o marido a juntar-se à sua esposa com o feliz resultado de concepção. Aqui C. S. Lewis aplica um corretivo útil (em seu livro Cristianismo Puro e Simples). Ele afirma que a finalidade biológica do sexo é a procriação (e não podemos perder de vista este objetivo importante do sexo), mas ele traça um paralelo útil com o apetite que temos para o alimento. A finalidade biológica de comer é para reparar o corpo e, embora algumas pessoas sejam dadas à glutonaria, nós sabemos que o apetite vai um pouco além da finalidade biológica. Um homem conseguiria comer duas vezes mais comida do que seu corpo necessita para seus efeitos biológicos, mas poucos vão comer isso tudo.

Quando se trata de sexo, porém, o apetite excede em muito a sua finalidade biológica. Se o apetite sexual correspondesse à sua função biológica, a pessoa só teria desejo sexual algumas vezes na vida, ou então ela teria milhares de filhos. Será que isso não nos ensina que Deus deseja que façamos sexo por motivos além da procriação? A única outra alternativa é que esse apetite é um produto do pecado e deve ser suprimido. Mas não, isso não pode ser. A Bíblia é clara em legitimar o desejo sexual. O desejo dentro do casamento e o desejo pelo seu próprio cônjuge são legítimos diante de Deus.

Deus dá desejo sexual ao homem, um apetite sexual, porque quer que ele tenha relações sexuais com a sua esposa. Será que não pode ser simples assim? E mais, Ele dá um apetite forte que supera qualquer tipo de finalidade biológica, porque ele quer que o casal a faça muito sexo. Afinal, a única admoestação na Escritura quanto à freqüência do sexo no casamento é permitir apenas uma breve pausa, com um objetivo bem definido e, mesmo assim, apenas para o motivo específico de dedicar tempo à oração (ver outra vez 1 Coríntios 7), e ainda, mesmo assim, só se ambos estiverem de acordo. Na verdade, a Bíblia vai tão longe a ponto de dizer que o corpo da mulher pertence ao marido, que ele tem autoridade sobre o corpo dela. E que o corpo do marido pertence à sua esposa, ela tem autoridade sobre o corpo dele. O princípio dominante é que maridos e mulheres devem ter relações sexuais com freqüência e não recusar um ao outro este dom especial.

Sexo é uma parte integrante da relação de marido e mulher de tal forma que Deus deu o desejo de participar disso, de apreciar esse relacionamento. Este desejo sexual motiva o homem a buscar uma esposa e se casar com ela para assim, juntos, eles poderem desfrutar do sexo. Este desejo motiva o homem a continuar buscando sua esposa, mesmo depois de estarem casados. Sem este desejo, sem este apetite, seria muito mais fácil para nós evitarmos cumprimento do dever dado por Deus de ter relações sexuais (e muitas) e, por meio delas, a experiência da intimidade e da unidade (e muita). Então Deus dá o desejo que se destina a ser cumprido apenas dessa forma. Se nós não experimentarmos as dores da fome nós podemos não comer. Se nós parássemos de comer, nosso organismo iria parar e nós morreríamos. Se nós não sentíssemos desejo sexual poderíamos não ter relações sexuais. E se deixássemos de ter sexo, nosso casamento iria sofrer e morrer. Desejo sexual, então, é um dom de Deus dado não para atormentar, mas para motivar a obediência. Quando um jovem inevitavelmente sente o desejo sexual não é um convite à pornografia e masturbação, mas uma cutucada em direção ao casamento.

Desejo desigual

No entanto, o desejo sexual, o apetite para o sexo, não é dado em igual medida. Ele é geralmente dado em maior parte para os homens. Por quê? A resposta, eu estou convencido, vai direto ao coração do relacionamento marido-mulher. Deus ordena que os homens, maridos, sejam líderes. Os homens têm o papel de liderança, enquanto as mulheres têm o de seguir. Deus quer que os homens tomem a liderança, mesmo no sexo e, portanto, ele dá aos homens um maior desejo sexual. Desta forma, os homens podem guiar suas esposas, tomar a iniciativa, tendo o cuidado de amar suas esposas de tal forma que elas desejem ter relações sexuais com seus maridos.

De modo geral, o homem encontra intimidade e aceitação através de sexo, enquanto a mulher precisa experimentar intimidade e aceitação antes que ela possa estar preparada para desfrutar o sexo. E assim Deus dá ao homem um apetite sexual tal que ele possa, por sua vez, fornecer para sua esposa necessidades antes que ela proveja para ele. Seu apetite sexual não pode ser separado de sua liderança. Se a mulher estivesse na liderança a este respeito, se ela sempre fosse a instigadora sexual, seria muito menos provável que o marido buscaria sua esposa e procuraria atender suas necessidades exclusivas. Você vê o quanto isso é bonito? O marido tem um desejo que somente sua esposa pode satisfazer, um desejo por sua esposa; Portanto, ele assume a liderança na busca de satisfazer esse desejo. Ele faz isso ao encontro dos desejos de sua esposa que, por sua vez, leva ela a apreciar e, finalmente, satisfazer seus desejos. E então, nesse ato de consumação, Deus concede a graça que ultrapassa a mera união de carne e osso.

Enquanto o marido lidera, a esposa é chamada por Deus a submeter-se à liderança de seu marido, mesmo no leito conjugal. Como em outras áreas da vida, ela é chamada a desafiar tal liderança somente se as exigências do marido violarem a sua consciência ou a lei de Deus. Podemos ver isso como uma responsabilidade da mulher, mas também temos de ver isso como uma responsabilidade particular do marido. Ele deve liderar de tal maneira que sua esposa não tenha nenhuma razão para recusá-lo. Ele deve ser sensível às suas necessidades e desejos. Ele deve reconhecer os momentos em que, por uma razão ou outra, seria muito difícil para ela doar-se a ele. Ele não deve tentar conduzi-la a atos que iriam deixá-la desconfortável ou fazê-la sentir-se violentada. Ele precisa exemplificar a liderança como um servo mesmo ali no quarto. Seus pensamentos devem ser primeiro a favor dela. O marido pode ter, às vezes, tendência de ser ou um tirano no quarto, abusando de sua liderança por dominação ou abdicação. Ele nunca deve fazer isso.

Se Adão e Eva gozavam sexo antes de sua queda em pecado (eu tenho a impressão de que a Queda aconteceu pouco tempo depois da Criação, mas creio que houve algum tempo entre os dois eventos, portanto, eles devem ter gozado do sexo perfeito por um pouco.) não deve ter havido uma só ocasião em que Eva recusou Adão porque nunca houve uma época em que ele não esteve pensando primeiro nela. Que razão teria ela para recusar? Mas depois que pecou, quando Adão parou de pensar em primeiro lugar em Eva e quando ela começou a se rebelar contra sua liderança, foi aí que o sexo tornou-se uma luta. E continua a ser uma luta hoje. Eu sei que a maioria dos maridos e esposas irá concordar que eles tiveram mais lutas sobre o sexo do que sobre qualquer outra coisa. O meio de graça mais especial para um marido e sua esposa se tornou a maior causa de conflitos. E isto é exatamente o que Satanás pretende. Apesar de Satanás odiar qualquer tipo de prazer, ele ainda os usa para seus fins. Seu plano é que as pessoas tenham muito sexo fora do relacionamento conjugal e pouco dentro da relação do casamento quanto possível. Seu plano é mascarar, ocultar o verdadeiro propósito do sexo por trás do prazer e o mostrar como um simples ato físico. É um plano inteligente e que tem sido provado eficaz repetidas vezes.

Você vê como a pornografia distorce tudo isto? A pornografia faz uma zombaria dos propósitos do sexo, do desejo sexual e do desejo sexual desigual. Enquanto Deus diz que a finalidade do sexo é a construção da unidade entre um marido e sua esposa, a pornografia diz que é apenas para satisfazer todo o desejo com qualquer parceiro. Enquanto o desejo sexual é bom, fazendo um marido buscar sua esposa (e a mulher o seu marido) pornografia diz que não pode e não deve ser controlada. Todas as mensagens da pornografia vão diretamente contra os propósitos de Deus.

Podemos não entender exatamente o que o sexo faz dentro de um casamento, mas podemos confiar que Deus tem seus motivos para inventá-lo e ordenar que o experimentemos. O sexo é um chamado para o marido buscar a sua esposa e para conduzi-la, como servo, para uma compreensão mais profunda e uma maior apreciação deste dom. É um chamado à mulher par servir o marido, confiando nele e confiando que os dons de Deus, quando usados como ele determinou, sempre fazem bem.

Traduzido por Gustavo Vilela | iPródigo

Série originalmente publicada por Tim Challies em seis partes (a terceira aqui).

Série Especial | Gerações Baby Boom, X e Y

Série especial do Jornal da Globo sobre gerações no mercado de trabalho, como pensam as gerações BB, X, e Y e como é o relacionamento entre estas no local de trabalho. Muito interessante para você que trabalha com pessoas.

Série Especial | Gerações #1ª Parte

Série Especial | Gerações #2ª Parte

Série Especial | Gerações #3ª Parte

Série Especial | Gerações #4ª Parte

Série Especial | Gerações #5ª Parte (Final)

Série | Desintoxicação Sexual #2ª Parte

(a primeira parte desta série pode ser lida clicando aqui)

Por Tim Challies | Traduzido por Gustavo Vilela

Libertando-se

Quando eu conheço um jovem hoje, eu presumo que ele está preso à pornografia, ou pelo menos que já esteve. É triste, mas é verdade. A grande acessibilidade da pornografia praticamente garante que todo jovem rapaz vai encontrá-la; e depois de tê-la provado, é difícil não se entregar a ela. Eu sei que a questão da pornografia é falada com tanta frequência nos círculos cristãos que corremos o risco de se torná-la clichê, mas é uma realidade que não podemos evitar ou ignorar. O objetivo deste livreto não é tanto dizer, “saia da pornografia” quanto o é dizer: “olhe o que a pornografia está fazendo com o seu coração.” Espero que esta mensagem possa ajudá-lo a: primeiro, ver que você realmente precisa parar de olhar pornografia e, segundo (e mesmo que você já tenha se libertado) que você precisa encontrar uma nova maneira de olhar para o sexo. Apenas parar, embora seja a coisa certa a fazer, não é suficiente. É necessário substituir as mentiras pela verdade.

Eu não gostaria de continuar este estudo sem primeiro retificar uma das grandes mentiras sobre a pornografia e então implorar aos jovens para que se libertem de suas garras.

O casamento vai fazer a pornografia ir embora!

Eu já falei com jovens que pensam que a resposta para a sua dependência de pornografia e o seu vício de masturbação é o casamento. “Se eu me casar, eu poderei ter relações sexuais legítimas e então todo este pecado vai desaparecer”. Isto pode parecer uma suposição lógica, mas é tragicamente falha. Ela assume uma medida de igualdade entre um sexo ilegítimo e egoísta e o sexo legítimo dentro do casamento. Ela assume que o ruim pode ser simplesmente substituído pelo bom como se houvesse uma equivalência de 1-para-1 entre as duas experiências. O rapaz dá uma saída legítima para seus desejos e, então, ele não será mais um desejo ilegítimo, certo?

Legiões de homens e suas esposas feridas podem testemunhar que isso não funciona dessa maneira. A pornografia e o sexo dentro do casamento são coisas completamente diferentes. Sim, quando você se casar, você pode achar que no começo está bem satisfeito com a sua esposa e pode encontrar satisfação no sexo com ela. Mas o pecado ainda pode estar adormecido. Se o pecado nunca for tratado, é provável que volte. Mais cedo ou mais tarde, se você nunca realmente se arrependeu daquele pecado, ele vai aparecer novamente com toda a sua feiúra. Talvez seja num momento em que sua esposa viaje por alguns dias, ou quando você viajar e encontrar-se sozinho em um quarto de hotel em uma cidade estranha. Talvez seja após o nascimento de seu primeiro bebê, quando há aquele tempo de espera em que, durante várias semanas, não se pode ter relações sexuais. Mas é muito provável que o pecado vá voltar para ferir você e sua esposa.

Você precisa matar o pecado! Você não pode simplesmente pôr uma máscara sobre ele, encobri-lo, e achar que está lidando com o problema. É como aquelas pessoas de que você ouve falar no jornal, que matam alguém e guardam o corpo em uma parede ou colocam em uma caixa no porão. Quem é burro o suficiente para pensar que isso realmente funciona? O corpo vai começar a feder e mais cedo ou mais tarde todos irão perceber que algo está morto e apodrecendo. É assim com o pecado. Você pode encaixotá-lo para se parecer com algo legítimo, você pode colocar a caixa no porão e cobri-lo, mas, mais cedo ou mais tarde, a caixa e a morte que ela contém vão feder. Você não vai enganar ninguém, muito menos aquele que vê as profundezas do coração. “O inferno e o abismo estão abertos perante o Senhor, quanto mais os corações dos filhos dos homens!” (Provérbios 15:11). Não ignore o seu pecado!

Lide com o pecado!

Se você quiser ser um marido bom e piedoso algum dia, se você quiser ser capaz de tratar a sua esposa do jeito que ela merece ser tratada, você precisa parar de ver pornografia agora mesmo. Neste instante. Hoje. E então você precisa reformular a sua compreensão do sexo, substituindo as distorções pela verdade pura. “Exterminai, pois, as vossas inclinações carnais; a prostituição, a impureza, a paixão, a vil concupiscência, e a avareza, que é idolatria pois por estas coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência;” (Colossenses 3:5,6).

Mas você já sabe que precisa parar. Não existem muitos homens cristãos por aí que estejam à procura de pornografia e que não saibam que precisam parar. O problema não é com o conhecimento, é com vontade e capacidade. Todo homem cristão que vê pornografia quer parar, mas muitos deles querem parar um pouco menos do que eles querem continuar. E assim o pecado prevalece. A única maneira de você parar é começar a ver a natureza monstruosa do pecado que você está cometendo. Você só vai parar quando o pecado for mais terrível para você do que agradável ao praticá-lo. Você terá que odiar o pecado antes que você se veja liberto dele. Obviamente a pornografia é um pecado que é em primeiro lugar contra Deus. Deus odeia a pornografia como ele odeia qualquer distorção de suas boas dádivas. Você sabe que isto já foi dito inumeráveis vezes. Neste livreto estou tentando mostrar-lhe alguns dos efeitos secundários da pornografia e, principalmente, o fato de que a pornografia reformula sua compreensão de sexo, de masculinidade, de feminilidade. Quero que você tenha ódio e medo disto como você deveria ter do pecado em si. Eu quero que você saiba que você não pode ser um marido amoroso, um marido eficaz, um homem temente a Deus, enquanto sua mente está cheia com as mentiras da pornografia. Você necessita se libertar e precisa de desintoxicação.

Deus está infinitamente mais disposto a lidar com o seu pecado do que você está a cometer o pecado. Você pode até amar este pecado e estar comprometido com ele, mas se você é um Cristão, Deus está mais disposto do que você a superá-lo e destruí-lo. Ele concederá graça para você colocar o pecado à morte. “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.” (1 João 1:9).

Libertando-se

Tempo e experiência me faltariam para traçar um plano para derrotar a pornografia neste livreto. Você pode encontrar todos os tipos de informações online (um exemplo seria esse: Libertando-se do vício pornográfico) e em bons livros*. Mas, por melhores que os recursos possam ser, eu não recomendo começar em nenhum deles. Se você verdadeiramente quer superar a pornografia, procure o seu pastor. Não sei se há um só pastor na América que não esteja ajudando alguém a lutar contra a pornografia.

Entenda a sua vontade de falar com alguém sobre o seu problema como um sinal de que você está, na realidade, finalmente, disposto a lidar com ele. A igreja local é o contexto ideal para combater esse tipo de pecado, uma vez que lá se encontra a autoridade e o apoio para ajudá-lo a lutar e, finalmente, para ajudá-lo a vencer. Se você quiser vencer a pornografia, verdadeiramente superá-la, você estará disposto humilhar-se e falar com alguém sobre isso. Embora Deus possa, ocasionalmente simplesmente remover o desejo de uma pessoa por pornografia, é muito mais provável que seja um longo e difícil processo. Ver o quão profundo este pecado foi e assim, lentamente tratar a infecção.

Eu sei que há algumas pessoas que não têm este tipo de acesso aos seus pastores, o tipo que você pode dizer: “Preciso de ajuda!” Se esse for o caso, encontre um homem cristão maduro de confiança (certifique-se que ele preenche todos os quatro qualificadores), a quem você possa falar. Não fale com o seu amigo de dezoito anos de idade e faça algum acordo de responsabilidade com ele. É pouco provável que isso ajude. Recorra a um homem cristão a quem você ama e respeita e diga-lhe com o que você está lidando. Isso vai ser humilde e humilhante em todas as melhores formas. Mas garanto que ele vai simpatizar com você e estará tanto disposto quanto ansioso para ajudá-lo a lutar e vencer este pecado.

Iniciando a desintoxicação

Como eu disse no capítulo anterior, a pornografia, como qualquer outro pecado, vem com uma espécie de efeito cascata. Se você estiver olhando pornografia por qualquer período de tempo, estou certo de que você pode se identificar com isso. Você vai saber que as coisas que te interessavam no início, agora parecem muito brandas. E as coisas que foram uma vez brutas já estão começando a interessar você. Essa é a natureza do pecado. Esta é a maneira que o pecado sempre age. Ele sempre exige mais de você. E enquanto isso, quando você tem certeza de que está controlando o seu pecado, é ele que tem controlado você. Ele reformulou a sua mente e seu coração de determinadas maneiras, e chegou mesmo a formar sua compreensão de sua própria futura esposa! Você está olhando para ela por meio dos olhos de um pornógrafo! Você gostaria que o dono da revista Playboy fitasse o corpo de sua esposa? Você está olhando para ela por meio dos olhos dele. Os olhos que ele e outros como ele lhe deram por meio do consumo de sua pornografia.

O que você precisa fazer é pegar emprestados os olhos de Deus e prepare-se para olhar para a sua esposa através dessa lente, através desse filtro. É necessário substituir as mentiras pela verdade. E Deus lhe deu a Bíblia para que você possa fazer exatamente isso. Por meio da Bíblia somos capazes de tomar emprestados os olhos de Deus e ver o mundo como Ele o vê. E assim, no próximo post formaremos uma Teologia do Sexo, buscando entender o propósito do sexo, a finalidade do desejo sexual e até mesmo a finalidade do desejo sexual desigual.

Perguntas e respostas

1. Você acredita que a pornografia tenha produzido algo no seu coração?

2. Alguma vez você já se encontrou pensando que o seu problema com a pornografia e a masturbação seria resolvido se você se casasse? Você acha que esse é realmente o caso?

3. Você acredita que a masturbação e a pornografia são prejudiciais para um casamento de saudável? Você acredita que pode ser prejudicial para o seu futuro casamento?

4. Quando se trata de pecado sexual, você se vê mais comprometido com o seu pecado ou em obedecer a Deus?

5. Você tem pastores com quem você contar na luta contra este (ou qualquer outro) pecado? E quanto a homens mais velhos, que possam estar dispostos a aconselhar você?

6. Se você ainda estiver vendo pornografia, você está disposto, hoje, a ir falar com seu pastor ou seu pai ou tutor sobre o seu problema?

Traduzido por Gustavo Vilela | iPródigo

Notas do tradutor:

*Verifique no final desta série alguns recursos recomendados pelo autor.

Série originalmente publicada por Tim Challies em seis partes, que mais tarde foi compilada em dois e-books, disponíveis em formato PDF neste link.

Série | Desintoxicação Sexual #1ª Parte

Por Tim Challies / Traduzido por Gustavo Vilela

Não é fácil ser um jovem rapaz hoje em dia. Talvez nunca tenha sido fácil, mas atualmente os desafios que os jovens que querem se manter santos enfrentam parecem ser mais difíceis do que nunca. Você vive em um tempo em que a cultura parece estar toda entregue ao sexo. Ele está sempre ao seu redor e você mal consegue evitar sua sedução.
Onde quer que você vá, você é encarado pelas tentações e, se você for igual à maioria dos garotos, já começou a ceder a elas. Talvez você tenha acabado de começar a olhar pornografia, talvez você já esteja nisso há vários anos. Talvez você esteja lutando contra a masturbação, desejando não se dar este prazer, mas talvez tenha descoberto que é muito mais difícil parar do que você um dia imaginou. Talvez você tenha descoberto que, mais do que nunca, o sexo está enchendo a sua mente e impactando o seu coração.

Essa série de posts é especialmente designada para homens jovens – aqueles que ainda não são casados, mas que esperam casar-se no futuro. Talvez você não esteja namorando ou talvez você já tenha encontrado a mulher dos seus sonhos e já esteja perto de casar-se e construir uma vida juntos. Talvez a mulher dos seus sonhos pareça estar ainda muito longe. Não importa sua situação, eu quero usar estes posts para ajudá-lo a descobrir o plano de Deus para o sexo e para a sexualidade. Eu quero ajudá-lo a encontrar as mentiras em que você acreditou sobre o sexo e quero ajudá-lo a substituí-las pela verdade, que vem diretamente de Deus, que criou o sexo para nós.

“Pornificando” o leito conjugal

Eu sempre agradeço a Deus por ter crescido nos anos que antecederam a entrada da internet em todas as casas. Não estou certo se eu teria lidado muito bem com isso. Não é que eu seja antigo, mas os meus trinta e três anos significam que eu nasci e cresci em um mundo pré-internet. É difícil quantificar – ou mesmo qualificar – como o mundo mudou desde que a web ligou todos nós juntos nessa estranha e elaborada rede de bits e bytes. Há dificilmente uma área da vida que permanece intocada por ela. Nós não temos aquele mesmo velho mundo mais (+) a Internet. Temos um mundo totalmente novo. Mesmo as coisas de carne e osso, como o sexo foram radicalmente alteradas neste mundo digital.
Adolescentes nos anos 90 (quando eu estava crescendo) não eram muito diferentes das adolescentes de hoje.

Queríamos as mesmas coisas, apenas tínhamos que batalhar um pouco mais para obter algumas delas. Se quiséssemos ver pornografia (e nós queríamos, é claro), o processo geralmente envolvia pelo menos duas crianças que trabalhavam em conjunto, uma das quais distraía um comerciante, enquanto o outro iria tentar roubar uma revista da prateleira na parte de trás da loja. Ela teria que pegar uma revista da prateleira, escondê-la dentro das calças e sair da loja sem ser notado. Era perigoso, envolvia altos riscos. Se desse errado, poderia facilmente envolver um encontro realmente desagradável entre seus pais e a polícia. Os tempos mudaram.

Hoje, como você sabe, um cara só precisa ligar o seu computador e, em dois ou três cliques do mouse, ele pode ter acesso ilimitado a quantidades ilimitadas de pornografia. Hoje é realmente muito mais difícil evitar a pornografia do que encontrá-la. Seria literalmente impossível uma pessoa assistir a toda pornografia que está sendo criada hoje. Não haveria bastantes horas no dia ou dias no ano. Nem perto disso. Nem preciso dizer que os adolescentes – meninos, em particular, – são rápidos para aproveitar essa festa pornográfica. Mesmo meninos pré-adolescentes estão sendo atraídos para o mundo da pornografia. Desde o primeiro despertar da sexualidade de um menino, ele está sendo inundados com imagens pornográficas. Estas não são simples imagens de mulheres nuas como seria duas gerações atrás, mas são imagens muito fortes, que muitas vezes mostram o que é vil e degradante. A sexualidade de uma geração inteira de crianças está sendo formada não por conversas com seus pais, não pelo tipo de livro que me foi dado quando jovem, mas por profissionais da indústria de pornografia, que farão qualquer coisa – qualquer coisa! – para alimentar o desejo por uma depravação maior.

Esta é a verdadeira natureza do pecado, não é? O pecado é progressivo por natureza. Se você dá uma polegada, ele logo pede para tirar uma milha. O pecado nunca está satisfeito, mas sempre procura e deseja mais.

Você já foi assustado pelo seu pecado? Talvez tenha havido um momento em que você viu como um pecado em particular estava tomando mais de você. Talvez você tenha pensado que estava no controle de seu pecado, mas de repente descobriu que, quase em um instante, ela tinha aumentado para o próximo nível. Você já não estava no controle, o pecado tinha passado a ditar o caminho e você estava mais e mais conformado com o passeio, obedecendo aos impulsos da carne. Este é um lugar horrível para estar e eu acredito que todo mundo já experimentou isso uma vez ou outra.

Eu sei sem qualquer dúvida que muitos, muitos homens jovens (e de meia-idade e idosos) podem testemunhar do poder da pornografia em dominar a pessoa. O primeiro vislumbre da pornografia pode ser fugaz – intrigante, mas de curta duração. Um corpo nu é tudo o que olho precisa ver e fornece todo o “combustível” por um tempo. Mas em pouco tempo o coração anseia por mais. O que antes era satisfatório agora é chato, o que antes era bruto de repente é desejável. Ao longo do caminho, a percepção geral de uma pessoa sobre o sexo é alterada. Já não é a simples relação sexual entre um homem e uma mulher. Em vez disso, torna-se uma série de atos, mesmo os atos que são, de alguma forma, desconfortáveis ou degradantes. Pornografia ensina que o sexo é tudo, menos íntima relação de pessoa para pessoa, contato entre corpo e alma dos cônjuges desejosos. E, como se costuma dizer, a vida logo imita a “arte”. Jovens contraem matrimônio com suas mentes cheias de imagens pornográficas e os seus corações cheios do desejo de realizar fantasias pornográficas.

Pouco tempo atrás, li um artigo escrito por uma mulher que se considerava uma feminista. Ela insistiu que gostava de dormir com homens e às vezes considerava em dormir com uma sucessão contínua de homens. No entanto, ela compartilhou o que para ela era uma preocupação crescente. Cada vez mais, segundo ela, os homens com quem dormia não tinham nenhum real interesse nela. Eles simplesmente queriam que ela agisse como uma atriz pornô em seu benefício. Eles estavam usando-a para fazer pouco mais do que representar as suas pornografias. Não houve ternura, desejo de intimidade compartilhada, e certamente nenhum amor. Eles simplesmente usaram seu corpo como um meio para um fim imediato. Isso, ela viu, foi muito rapidamente se tornando uma nova regra. Ela estava desgostosa por isso, mas percebeu que sua visão feminista não deu nenhum recurso real, nenhuma forma eficaz de explicar o seu desgosto, seu desconforto. O que parecia claro é que uma geração de homens, se afogando em uma fossa de pornografia, tem um novo conjunto de expectativas para o que eles querem das mulheres. Eles querem mulheres para subjugar a fim de agir como estrelas pornôs. As mulheres vão sendo utilizadas, sentindo-se pouco mais do que prostitutas.

No best-seller SuperFreakonomics, Steven Levitt e Stephen Dubner gastam quase um capítulo inteiro investigando a economia da prostituição. Fazem muitas observações interessantes, uma das quais se baseia em comparações dos preços relativos entre os atos sexuais no passado e atos sexuais hoje. Parece que a natureza tabu de certos atos sempre trouxe consigo certo bônus. “Tabu” é um alvo em movimento. O que era proibido no passado e, portanto, era caro, é hoje tão popular que o preço caiu substancialmente. Algo que foi o ato mais caro está hoje entre os menos caros. Atos que antes eram tabu devido à sua natureza extremamente íntima ou vulgar e degradante são aceitas como legítimas formas de expressão sexual em qualquer relacionamento. O que por qualquer outro padrão seria considerado “normal” é agora muito indesejável, muito chato. Portanto, foi substituído pelo que é invasor e degradante.


Pornografia é inerentemente violenta, intrinsecamente desamor. É uma perversão da sexualidade, não uma verdadeira forma dela, e algo que ensina a violência e degradação em detrimento do prazer mútuo e intimidade. É sobre conquistas. É o oposto da intenção de Deus para o sexo. A pornografia desvincula o amor do sexo, deixando o sexo como a satisfação imediata dos desejos mais básicos. Ela vive para além das regras e da ética e da moralidade. Ela existe muito além do amor. E ainda inúmeros jovens, mesmo jovens cristãos, estão vindo para o casamento trazendo consigo toda essa bagagem pornográfica. Depois de ter visto milhares de atos sexuais num cenário pornográfico, eles pesam sobre suas esposas a expectativa de ter uma atriz pornô. O jovem marido supõe ou demanda que sua mulher esteja disposta a fazer qualquer coisa, e que ela vai fazer tudo isso com a devida alegria e encorajamento, e que ela será tão disposta e desejosa e qualificada como as mulheres que ele viu numa tela.

Minha grande preocupação com os jovens de hoje (que é realmente mais uma preocupação para as mulheres que serão em breve as suas jovens esposas) é que talvez inadvertidamente, ou talvez intencionalmente pornifiquem o leito conjugal. Eles podem trazer impureza ao puro, egoísmo ao altruísmo. Tendo-se entregue à pornografia, tiveram toda a sua percepção da sexualidade alterada, moldada por pornografia profissional. Eles poderão em breve impor sobre suas jovens noivas a expectativa impossível de uma estrela pornô. Com a grande maioria dos jovens tendo sido expostos à pornografia (pelo menos 90% de acordo com estudos recentes), e com uma grande percentagem deles tendo sido viciados nela, e com muitos a apreciá-la mesmo depois que entram no casamento, eles precisam ter sua compreensão e suas expectativas redefinidas de acordo com Aquele que criou o sexo.

Quando uma pessoa se torna viciada em drogas, ela tem que passar por um processo chamado de desintoxicação. No processo de desintoxicação o corpo da pessoa é limpo da droga de que se tornou dependente. É um processo difícil em que se abandona as velhas realidades e se abraça um novo padrão.

Muitos jovens precisam de uma espécie de desintoxicação sexual antes que eles estejam preparados para ser o tipo de marido puro, amoroso, atencioso, sacrificial que Deus os chama a ser. Neste livrinho curto, voltado especificamente para jovens que são solteiros, ou noivos, ou à procura de encontrar essa mulher especial, no futuro próximo, espero poder ajudá-los a reorientar a sua compreensão do sexo, tanto no quadro geral quanto no ato em si, de acordo com o plano de Deus para este grande dom. Eu vou ajudá-lo a se desintoxicar de todo o lixo que você viu, de todas as mentiras em que você acreditou.

Traduzido por Gustavo Vilela | iprodigo | iprodigo.com

Notas: Esta série foi originalmente publicada por Tim Challies em seis partes (a primeira aqui) e mais tarde foi compilada em dois e-books, disponíveis em formato PDF neste link.

%d bloggers like this: