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Insights | A OSTENTAÇÃO QUE NÃO SE SUSTENTA

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“Quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é ser opressor” (Paulo Freire)

Não bastasse vivermos num sistema onde o consumo é exageradamente incentivado, o que gera hábitos cada vez mais insustentáveis, agora vejo, de forma ainda mais explícita, a síndrome da ostentação, sendo divulgada e disseminada por todos os meios.

Não consigo ver pelo menos um benefício que justifique qualquer tipo de ostentação, seja ela econômica, social, moral, intelectual, racial e até espiritual.

O resultado de uma sociedade baseada nesse tipo de filosofia é dentre outras coisas, o culto ao individualismo, injustiças sociais, violência, frustração e depressão.

Nessa onda, uma pequena margem da população quem tem condições mostra o que tem, enquanto a grande maioria, gasta o dinheiro que não tem, para comprar coisas que não precisam, e para impressionar pessoas que nem sequer gostam.

Isso tudo gera um mundo insustentável em todos os sentidos. Insustentável economicamente, socialmente, e emocionalmente. Se não, tente imaginar como vive os fãs da onda da ostentação? Como se sentem quando não podem comprar um tênis que custa o mesmo que seu pai ganha de salário no mês? O que eles irão fazer para terem o passaporte (a grife) que lhes confere o status para fazer parte da onda de sua geração? Quantas pessoas se frustram por não terem o objeto de desejo da sua realização.

Dentro de toda essa percepção, que tipo de valor um indivíduo tem diante dos outros e de si mesmo? Será que seu valor está no tênis, na camisa, no óculos, no carro, na moto ou na casa que possui? Repito, é tudo uma ilusão insustentável pautar o valor no ter e não no ser.

Jesus Cristo disse que “…a vida de um homem não consiste na quantidade dos bens que possui”. Lucas 12:15

“Os donos do capital incentivarão a classe trabalhadora a adquirir, cada vez mais, bens caros, casas e tecnologia, impulsionando-a cada vez mais ao caro endividamento, até que sua dívida se torne insuportável.” (Karl Marx, em 1867)

Para concluir, sugiro que fujamos da tentativa de se esquivar dessa admoestação, porque essa síndrome da ostentação não é exclusividade só da turma do funk. Ela independe de gênero, número e grau, pois todos temos que nos policiar quanto a forma como tratamos o dinheiro, para que ele não seja nosso senhor, nem sejamos seus escravos.

“Melhor é o pouco com o temor do Senhor, do que um grande tesouro onde há inquietação.” Provérbios 15.16

“Manda aos ricos deste mundo que não sejam altivos, nem ponham a esperança na incerteza das riquezas, mas em Deus, que abundantemente nos dá todas as coisas para delas gozarmos; Que façam bem, enriqueçam em boas obras, repartam de boa mente, e sejam comunicáveis; Que entesourem para si mesmos um bom fundamento para o futuro, para que possam se apoderar da vida eterna.” 1 Timóteo 6:17-19

Deus continue iluminando nossa mente.

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A transformação pelo fogo

 

“Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua sendo milho para sempre.”

Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo, fica do mesmo jeito a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e uma dureza assombrosas. Só que elas não percebem e acham que seu jeito de ser é o melhor jeito de ser.

Mas, de repente, vem o fogo. O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos: a dor. Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, o pai, a mãe, perder o emprego ou ficar pobre. Pode ser fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade, depressão ou sofrimento, cujas causas ignoramos.

Há sempre o recurso do remédio: apagar o fogo! Sem fogo o sofrimento diminui. Com isso, a possibilidade da grande transformação também.

Imagino a pobre pipoca fechada dentro da panela, lá dentro cada vez mais quente, pensa que sua hora chegou: vai morrer. Dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar um destino diferente para si. Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada para ela.

A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo a grande transformação acontece: BUM!

E ela aparece como uma outra coisa completamente diferente, algo que ela mesma nunca havia sonhado.

Bom, mas ainda temos o piruá, que é o milho da pipoca que se recusa a estourar. São como aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosas do que o seu jeito de ser. A presunção, o medo, são a dura casca do milho que não estoura. No entanto, seu destino é triste, já que ficará dura a vida inteira.

Não vão se transformar na flor branca, macia e nutritiva. Não vão dar alegria para ninguém.

Rubem Alves
Do livro: “O amor que acende a lua”
Editora Papirus

A Liberdade de Barrabás

Aconteceu depressa demais.
Num minuto Barrabás estava na cela da morte, com os pés batendo na parede, e no seguinte foi solto; piscando os olhos por causa do sol brilhante.

“Você está livre.” Barrabás coçou a barba.
“O quê?” “Você está livre. Eles ficaram com o Nazareno em seu lugar.”

Barrabás tem sido muitas vezes comparado com a humanidade e isso é certo.
De muitas maneiras ele nos representa: um prisioneiro libertado porque alguém que jamais vira tomou o seu lugar. Penso porém que Barrabás era provavelmente mais esperto que nós em um aspecto.

Quanto sabemos, ele aceitou sua repentina liberdade pelo que era, um presente não merecido. Alguém lhe atirou um salva-vidas e ele agarrou-o, sem perguntas. Não é possível imaginá-lo usando alguns de nossos truques. Nós recebemos nosso presente gratuito e tentamos ganhá-lo, diagnosticá-lo, ou pagar por ele, em vez de dizer simplesmente “obrigado” e aceitá-lo.

Por mais irônico que pareça, uma das coisas mais difíceis é ser salvo pela graça.

Há alguma coisa em nós que reage negativamente ao dom gracioso de Deus. Temos uma compulsão estranha que nos leva a criar leis, sistemas, regulamentos, para nos tornar “dignos” de nosso dom. Por que agimos assim? A única razão em que posso pensar é o orgulho.

Aceitar a graça significa aceitar a sua necessidade e a maioria das pessoas não gosta disso. Aceitar a graça também significa que o indivíduo compreende o seu desespero e quase ninguém aprecia isso também. Barrabás, porém, foi mais sabido. Perdido para sempre na cela da morte, ele não recuou ao ver-se libertado. Ele talvez não compreendesse a misericórdia e certamente não a merecia, mas não a recusou.

Devemos procurar entender que nossa dificuldade não é muito diferente da de Barrabás. Nós também somos prisioneiros sem possibilidade de apelação. Mas porque alguns preferem continuar presos quando a porta da cela foi aberta é um mistério que vale a pena ser estudado.

Max Lucado em “Seu Nome É Salvador”, Copyright 1987 Editora Vida Cristã

Um estilo de liderança cristológico

Stanley Hauerwas comparou um teólogo ao estudante de medicina: “O que anatomia é para a cirurgia médica, cristologia é para o cristianismo”.

Com freqüência, estudantes de medicina preferem os cursos de cirurgia plástica, medicina oriental, psiquiatria, em vez de anatomia. Entretanto, o currículo de qualquer faculdade de medicina exige vários créditos dentro do departamento de anatomia. Ninguém será um bom médico se reprovar em anatomia!

Da mesma forma, o fundamento absoluto do cristianismo não é sua moralidade, sua perfeita lógica, sua filosofia de vida, ou suas maravilhosas doutrinas. O centro do cristianismo é a pessoa de Cristo, o Filho de Deus e todos os eventos centrais de sua vida: sua encarnação, morte, ressurreição, ascensão e segunda vinda. A mensagem do evangelho é a própria pessoa de Cristo (1Co 1:23, 5:7, 15:3). A essência do cristianismo não é a Bíblia, os credos da igreja, as estruturas institucionais, mas o próprio Jesus Cristo, Deus-homem. Essa é a anatomia do cristianismo! Essa é a estrutura que rege a identidade da igreja e nosso modelo de liderança! Diferente de qualquer outra religião ou filosofia, a liderança cristã é a única que encontra seu caminho, verdade, modelo e essência na pessoa de Cristo. As implicações disso são imensas!

Lesslie Newbigin afirma que Jesus é a dica-chave, a pista para compreender a história. Sempre haverá fortes tentações para encontrarmos a felicidade no sucesso e reconhecimento, nos resultados ministeriais e projetos pessoais. Somos levados a encontrar sentido na vida tendo em vista a eficácia dos nossos programas de crescimento da igreja ou o desenvolvimento de nossa capacidade de liderança. Lembremos que qualquer tentativa de compreender nossa identidade longe de Cristo será parcial e limitada. Ele é a essência e sentido da vida, o nosso propósito neste mundo.

A fonte, centro e objetivo da história é Jesus. Ele é Senhor e Salvador do mundo. A revelação de Deus em Cristo é o ponto de partida, o fundamento da história. Somente à luz de Cristo, pastores e líderes compreenderão o encontro do evangelho e cultura bem como sua identidade, propósito de vida e estilo de liderança. John Stott disse: “Cristo é a fonte e caminho, o coração e alma, o alicerce e alvo de toda missão”.[1] O ponto de partida e chegada da história é Jesus. O cristianismo somente faz sentido a partir de tudo que aconteceu na vida, morte e ressurreição de Jesus de Nazaré. Em 1Co 15:14, Paulo afirma o seguinte: “E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa pregação e vã a vossa fé”. Sem Jesus não há cristianismo. Não existe verdade alguma no cristianismo “do lado de fora” de Jesus. Sem Jesus não há igreja, não há missão. Sem Jesus, não existirá modelo de liderança eficaz, por mais convincentes que sejam suas técnicas e estratégias. Todo e qualquer estilo de liderança deve ser gestado e moldado a partir da revelação integral de Cristo. Nosso compromisso não é uma causa ou ideologia. Nosso compromisso é com uma pessoa.

Como C.S. Lewis disse certa vez, Jesus falou e agiu de tal forma que, ou nós o seguimos ou então decidimos que ele era um louco. Não há outra opção. Ou vivemos como ele viveu, nos integrando ao seu projeto, ou viramos as costas conscientes de que ainda é melhor viver como cidadãos deste mundo. Assim, nosso compromisso é continuamente renovado através da repetida aceitação de sua morte e ressurreição. Deus não deixou o mundo intocável depois da morte de Jesus. Pelo contrário, o evangelho trouxe mudanças ao coração da história, movendo-se como ondas de influência em expansão, afetando todas as dimensões e esferas da vida.

Portanto, somente um estilo de liderança modelado na pessoa de Jesus encontrará amor no ministério, reconciliação nas complexas relações humanas, perdão das ofensas, serviço num mundo individualista e restauração do projeto de Deus para a humanidade. Todos aqueles que agem pastoral e missionariamente devem seguir Jesus, clonando o máximo possível de sua personalidade e imitando seu estilo de vida.

[1] The Contemporary Christian, p. 356.
Fonte: Sepal

A fórmula da beleza

Ed René Kivizedrenekivitz.com

Fui convidado para falar na celebração dos 20 anos de uma empresa que atua no mercado da moda. Decidi falar sobre a fórmula da beleza. Dei asas à imaginação e pensei na modelo atravessando a passarela. Considerei que a beleza que desfila se resume no conjunto de três características: simetria das formas, harmonia das cores, e leveza do movimento. É a minha síntese da beleza estética.

Lembrei da observação do sábio Salomão: “o coração alegre traz beleza para o rosto”, e não demorou muito para que eu caísse no cliché: o mais importante é a beleza interior. Chamei a beleza interior de beleza ética. E então concluí que é a beleza ética que faz florescer a beleza estética.

O passo seguinte foi definir o mínimo de características da beleza ética. Eis a minha síntese: pureza da consciência, grandeza de caráter e generosidade anônima. A pureza é aquela integridade de motivos, coisa de quem não tem agenda oculta e faz o que faz simplesmente porque é o que deve ser feito, sem interesses escusos e motivações mesquinhas por trás. É também uma dose de sinceridade e autenticidade, uma postura não dissimulada, própria de quem é o que é e não pretende se passar por algo diferente, não faz pose nem usa máscara.

A grandeza do caráter tem a ver com honestidade, verdade, justiça, mas também com a genuína humildade, um jeito meio singelo de sequer fazer qualquer referência a si mesmo, pois os grandes se julgam pequenos e se ocupam mais da vergonha pelos seus pecados do que no alardear de suas virtudes. A elegância faz deferência ao outro, tira o foco de si mesma e faz brilhar quem está perto. O cárater íntegro não é perfeito, mas também não é dissimulado. Não é questão de perfeição, mas de coerência.

A tríade da beleza ética é composta também pela generosidade anônima. Ocupada com o amor ao próximo, doadora, não egoísta e não egocêntrica, dedica-se a servir sem se sentir diminuida e faz o bem com simplicidade e naturalidade, de modo que “a mão esquerda não sabe o que fez a mão direita”.

Considerei também que a beleza não é um fim em si mesma. Não desejamos tanto ser belos. O que queremos mesmo é seduzir. Não necessariamente a sedução erótica. Falo de seduzir como de cativar. O que desejamos é ser acolhidos, aceitos, admirados e desejados. Enfim, queremos ser amados. E em algum momento fomos convencidos de que a beleza estética é o caminho mais curto. Mas somente pessoas superficiais acreditam nisso. Salomão tinha razão. Quem tem a beleza ética tem também aquilo que nem sempre está presente na beleza estética, e que faz toda a diferença: brilho nos olhos.

Série | Deus, Meu Coração e As Roupas #Parte 1

Por C. J. Mahaney / Fonte: www.tempodecolheita.com.br

Quando se trata de moda, sou deliberadamente desatualizado. Não me importo se o que estou vestindo está dentro das últimas tendências da moda ou não. De fato, meu objetivo é resistir às influências externas (de Paris, Hollywood ou qualquer outro lugar) sobre o meu vestuário. Como um homem de verdade, gosto de estar fora de estilo.

Quero me sentir confortável com o que estou vestindo, e é por isso que minha camisa manchada e minha calça de tactel cinza são as peças mais usa­das no meu guarda-roupa, depois da minha única calça jeans, que uso para ir a todo lugar onde não seja apropriado ir de camiseta e calça de tactel.

Se alguma vez você me vir bem vestido em público, é porque minha esposa e minhas filhas, ao contrário de mim, se importam com as minhas roupas. São adoráveis mulheres de muito bom gosto. Cada uma delas tem o seu estilo único de se vestir. Gosto de tentar encontrar presentes para elas que sejam compatíveis com o seu estilo individual.

“Adorno e vestuário é uma área com a qual as mulheres geralmente se preocupam”, escreve George Knight (que deve ter tido filhas adoles­centes). Isso é bom. Deus criou as mulheres com o dom de fazerem a si mesmas—assim como todas as coisas ao seu redor—bonitas a atraentes. Mas como Sr. Knight continua a observar, vestuário também é uma área “na qual há perigos de imodéstia e indiscrição”.1

No entanto, muitas jovens não têm consciência desses perigos munda­nos. Há alguns anos, preguei um sermão na igreja sobre 1 Timóteo 2.9 in­titulado “A Alma da Modéstia”. E esse sermão chegou aos ouvidos de uma jovem chamada Jenni. Antes de ouvi-lo, Jenni não tinha a menor ideia do que a Palavra de Deus dizia sobre a maneira de nos vestirmos. “A modéstia era uma palavra que eu desconhecia”, Jenni confessou mais tarde, durante um testemunho para a congregação da nossa igreja.

Meus amigos me apelidaram de “escandalosa”. Quando ia escolher uma roupa, pensava no que valorizaria o meu corpo, chamaria mais atenção, in­spirando-me nas modelos e outras mulheres que estão por dentro da moda. Queria ser aceita e admirada pelas roupas que vestia. Gostava de me pro­duzir, da atenção que recebia e de como isso estimulava meus sentimentos.

Talvez você se identifique com a Jenni. Talvez para você a modéstia não pareça nem um pouco atrativa. Se fizéssemos o jogo de associação de pala­vras, você diria “fora de estilo” e “legalista”. Talvez você pense que Deus é indiferente com relação ao seu modo de se vestir. Por que ele se importaria?

Mas como Jenni acabou por descobrir, não há “um centímetro quadrado”2 da nossa vida—inclusive nosso armário—com o qual Deus não se importe. E, mais do que isso, ele se importa com o coração por trás das roupas e se a forma de nos vestirmos revela a presença do mundanismo ou da santidade.

A prova vem de 1 Timóteo 2.9, onde Paulo orienta “que as mulheres se ataviem com traje decoroso, com modéstia e sobriedade, não com tranças, ou com ouro, ou pérolas, ou vestidos custosos”. Semelhante a 1 João 2.15, temos a tendência de ignorar esse versículo, ou reinterpretá-lo, a fim de escapar de seu imperativo. Mas não devemos eliminar 1 Timóteo 2.9 da nossa Bíblia. Devemos buscar entender como ele se aplica a nossa vida, a nossos hábitos de comprar roupas e ao conteúdo do nosso guarda-roupa.

Este capítulo é basicamente voltado às mulheres, não apenas porque é a elas que 1 Timóteo 2.9 se dirige, mas também porque este tema é mais importante para as mulheres. George Knight está certo, e a experiência das mulheres pode confirmar a importância deste tema. No entanto, a modéstia pode ser aplicada também aos homens—cada vez mais na cultura de hoje. E principalmente aos pais, que são responsáveis por criar filhas modestas.

Escrevo este capítulo como pai de três filhas adultas. Escrevo como pastor que se preocupa cada vez mais com o desaparecimento da modéstia entre as jovens cristãs atualmente. Escrevo porque a glória de Deus está em jogo na forma como as mulheres se vestem. Escrevo sobre a modéstia porque Deus escreveu sobre isso primeiro na sua Palavra eterna.

Então, vamos levar Deus à Gap.*

Leia a #2ª Parte

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Extraído do capítulo “Deus, Meu Coração e as Roupas” escrito por C. J. Mahaney no livro “Mundanismo, como resistir à sedução de um mundo caído”, © 2010. O livro estará disponível pela Editora Tempo de Colheita em Dezembro. Usado com permissão da Editora Tempo de Colheita, Niterói – RJ. www.tempodecolheita.com.br

Uma igreja criativa ou evangelização criativa?


Por Marcos Botelho

 

 

Você já percebeu que em nome da “evangelização” se pode quase tudo? Comecei reparar isso faz um bom tempo.

Na maioria das igrejas ainda a dança não é bem vinda, não a vemos nos cultos e nem nos ambientes eclesiásticos como festas e confraternização dos crentes. Mas é só marcar um evangelismo em alguma escola, que montam, ou pior, convidam, uma equipe de dança para fazer uma apresentação e chamar a turma para ver que não somos diferentes dos outros a não ser na mensagem.

Fazemos isso também com o teatro, vemos de forma rara teatro na igreja, tirando, é claro, a sala de criança (ai que inveja delas), mas é só marcar um evangelismo em uma praça que ensaiamos uma peça, usamos roupas e até maquiagem para mostrar que a criatividade e a arte podem apontar para Cristo.

E assim várias outras formas de arte e costumes são “justificadas” com a evangelização: Os palhaços com muito humor, música “secular” para falar de um assunto, filmes, contadores de histórias, poemas, sk8, pintura, um grupo tocando tambores, já ouvi até tatuagens sendo justificadas por que uma pessoa viu a cruz e perguntou o que era e o tatuado pode testemunhar de Cristo.

Se a sua igreja não deixa você fazer algo, tente justificar que é pra evangelismo que você vai ver que da certo, quase sempre relevam.

Parece que algumas regras, métodos e formas criadas para a igreja não se aplicam a evangelização, assim cria-se uma “brecha” para poder ter ministérios paralelos à igreja, mesmo sendo, no fundo, da igreja.

Este tipo de regras é incoerente, mas quero dar outro foco agora e não nas regras.  Preciso fazer duas ressalvas: 1- Eu discordando da maioria dessas regras de uso e costume e acredito por acreditar que são opiniões de pessoas que estão na liderança. 2-Acredito que se a pessoa decidiu congregar em uma igreja, ela tem que respeitar a liderança local e suas regras.

Quero falar sobre esse Evangelismo Criativo.

Por muito tempo estudei e corri atrás de um evangelismo criativo, pois queríamos atrair o maior número de pessoas possíveis para ouvir o que tínhamos para falar e mostrar que podíamos ser descolados também.

Foi quando percebi que corremos o risco de estar fazendo uma “propaganda enganosa” para os que não conhecem a igreja, pois cara que fosse atraído com aquela apresentação e mensagem, quando chegasse na igreja pensaria: “essa igreja não é a mesma que eu vi lá na minha conversão”.

Mesmo o Cristo sendo o mesmo, aprendemos a ter uma forma para evangelizar e outra como vida em igreja.

Não acredito mais em Evangelismo Criativo, acho que pode ser um tiro no pé, acredito em igreja criativa, que vive as multifaces de Deus em sua vida diária e em seus cultos.

Um lugar em que todos possam demostrar seus dons, um lugar onde a gente é surpreendido a cada momento com o que Deus esta fazendo, um lugar com liberdade para a arte aparecer e apontar para o verdadeiro artista, o Criador.

Dessa forma, não vamos mais precisar de um evangelismo diferente do que vivemos, pois é só mostrarmos quem nós somos diariamente: Filhos à imagem e semelhança do verdadeiro Artista, do Criador.

Jesus, a alegria dos homens

Ricardo Gondim
Conta-se que um jovem ameaçava suicidar no parapeito de uma ponte.

Um policial recebeu a incumbência de dissuadi-lo do gesto tresloucado. Vagarosamente subiu até onde ele estava e arrastou-se em sua direção. Ainda fora do alcance de seus braços, iniciou o diálogo: “Jovem, a vida é bela, vale a pena viver”. O rapaz continuava resoluto a matar-se. O policial então tentou outra tática: “Eu lhe darei 10 razões pelas quais você não deve suicidar e depois permitirei que você me diga por que deseja morrer”. Minutos depois os dois se jogaram da ponte.

Essa história tragicômica reflete a nossa angústia existencial: queremos ser felizes. Pascal afirmava: “Todos os homens buscam ser felizes, até aqueles que vão enforcar-se”. O desespero de ser feliz é tão grande que estamos nos destruindo. Confesso que minha postura quanto à felicidade era um tanto estóica. Cria que a felicidade deveria ser subpriorizada diante do dever. Eu nunca ouvira falar em hedonismo cristão. Certo dia, ao lado de Russell Shedd numa longa viagem entre Fortaleza e São Paulo, ele me perguntou se eu já lera os escritos de John Pipper, teólogo reformado com doutorado no Wheaton College, no Fuller Seminary e na Universidade de Munique. Segundo Shedd, esse teólogo trabalhava com alguns conceitos interessantes sobre a felicidade e sobre como a mensagem de Cristo continha elementos hedonistas. Interessei-me pelo seu livro Desiring God (Desejando Deus) e de pronto o comprei. Pela enésima vez vi que precisava reelaborar minha teologia.

John Pipper inicia seu livro construindo a filosofia do hedonismo cristão em cinco pressupostos:

1) O desejo de ser feliz é uma experiência humana universal. Esse desejo é bom e não pecaminoso;
2) Nunca devemos negar nem resistir ao nosso desejo de ser felizes. Devemos, pelo contrário, intensificá-lo, buscando aquilo que possa produzir maior satisfação;
3) Só encontramos a felicidade verdadeira e permanente em Deus;
4) A felicidade que encontramos em Deus é plenificada quando compartilhada com outros em amor;
5) À medida que tentamos abandonar nossa busca de prazer e felicidade, desonramos a Deus e fracassamos em amar as pessoas.

Sei que, a esta altura, algum leitor deve estar estranhando que eu, um dos maiores opositores da teologia da prosperidade, esteja defendendo uma teologia aparentemente tão heterodoxa e tão próxima desse cristianismo utilitário que se pratica nos dia de hoje.

Estou consciente de que preciso acalmar alguns preconceitos antes de perder a força da argumentação.

Primeiro, essa teologia não é tão nova como se pensa. Jonathan Edwards, o pregador reformado do início do século XVIII, cria que a razão de nossa existência é glorificar a Deus à medida que nos deliciamos nele. Só glorificamos a Deus se formos realmente felizes.

Segundo, o hedonismo cristão não propõe que Deus seja um meio de alcançarmos prazer mundanos. O prazeres do cristão hedonista emana do próprio Deus. Ele é o fim de toda busca, e não um meio de alcançar outro prazer além dele próprio. Para o cristão hedonista, Deus é o gozo último e incomparável, a alegria infinitamente maior que a de andar em ruas de ouro ou de rever entes queridos. O verdadeiro hedonismo cristão não reduz Deus a uma chave que abre os baús de ouro e de prata. Ele busca transformar o coração para que possamos afirmar: “Para mim mais vale a lei que procede de tua boca, do que milhares de ouro ou de prata” (Sl 119.72).

Terceiro, o hedonismo cristão não é materialista nem mundano. Ele não faz do prazer um deus, mas afirma que nosso Deus estará sempre onde encontrarmos maior prazer. Jeová só será o meu Deus se eu encontrar nele a minha felicidade. O verdadeiro cristianismo não evita o prazer nem o gozo, mas busca-os em uma fonte diferente da do homem secularizado.

O Deus da Bíblia é feliz. Ele se delicia em si mesmo, na sua criação e em seus propósitos. Deus desfruta de infinita felicidade. “O Senhor Deus está no meio de ti, poderoso para salvar-te; Ele se deleitará em ti com alegria; renovar-te-á no seu amor, regozijar-se-á em ti com júbilo” (Sf 3.17). Conforme o livro de Jó, a obra criadora de Deus foi feita com acompanhamento musical. “Onde estavas tu quando eu lançava os fundamentos da terra? (….) quando as estrelas da alva juntas alegremente cantavam e rejubilavam todos os filhos de Deus?” (Jó 38.4 e 7). O Senhor é consciente de seu caráter perfeito e de sua comunhão eterna na trindade. Pai, Filho e Espírito Santo desfrutam de tamanha felicidade, que fomos criados primordialmente para sermos participantes desta alegria. O anelo do salmista soa como mandamento: “Agrada-te do Senhor (….)” (Sl 37.4). O maior dano que o pecado causou não foi jurídico – ter quebrado uma lei escrita -, mas relacional. Ele danificou nossa capacidade de partilhar da felicidade divina. Na relação trinitariana, Deus experimenta uma felicidade suprema, tão perfeita, tão verdadeira, que Jesus clamou na oração sacerdotal: “E agora, glorifica-me, ó Pai, contigo mesmo, com a glória que eu tive junto de ti, antes que houvesse mundo” (Jo 17.5).

Jesus contou uma parábola que expressa bem o espírito do hedonismo cristão: “O reino dos céus é semelhante a um tesouro oculto no campo, o qual certo homem, tendo-o achado, escondeu. E, transbordante de alegria, vai, vende tudo o que tem, e compra aquele campo” (Mt 13.44). Alguém descobre um tesouro e, impelido pela alegria, sai vendendo tudo o que tem para se tornar seu proprietário. A mensagem dessa parábola não nos induz a pensar que o reino de Deus é imobiliário, ela implica um relacionamento com o Rei. O tesouro aqui é intimidade com o Deus trino. “Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo” (Rm 14.17).

Millôr Fernandes afirmou sarcasticamente: “Sinto a sensação cada vez mais inconfortável de ser feliz num mundo em que isso está completamente fora de moda”. O mundo busca freneticamente a felicidade, mas acham-se cada vez menos pessoas felizes. Pelo número de antidistônicos vendidos nas farmácias, o que é uma tentativa de baixar o nível de stress e ansiedade da vida, percebe-se que a felicidade não está sendo encontrada. A convivência do dia a dia deixa claro que as igrejas, as universidades e os lares estão cheios de gente infeliz. Por quê? A resposta é simples. Não estamos buscando a felicidade na fonte certa.

Pipper fez uma afirmação ousada em seu livro: “O hedonismo secular busca a felicidade, mas não a busca com todas as forças”. Se o fizesse, satisfaria-se em Deus. Na verdade, essa geração garimpa felicidade em minas inviáveis e encontra cascalho. Cava poços para saciar sua sede e bebe águas podres. No afã de ser feliz, acaba ainda mais infeliz. O Padre Antônio Vieira questionou o porquê dessa irracionalidade: “Ora, veja cada um de nós o preço por que se vende, e daí julgará o que é. Prezais muito, e estimai-vos muito, desvaneceis-vos muito: quereis saber o que sois por vossa mesma avaliação? Vede o preço por que vos dais, vede os vossos pecados. Dai-vos por um respeito, dai-vos por um interesse, dai-vos por um apetite, por um pensamento, por um aceno: muito pouco é o que por tão pouco se dá. Se nos vendemos por tão pouco, como nos prezamos tanto? Filhos de Adão enfim. Quem visse a Adão no Paraíso com tantas presunções de divino, mal cuidaria que em todo o mundo pudesse haver preço por que se houvesse de dar. E que sucedeu? Deu-se ele, e deu a todos os seus filhos por um fruto. Se nos vendemos tão baratos, por que nos avaliamos tão caros?”

Deus estima a felicidade de sua criação ao ponto de dar o seu próprio filho para resgatá-la a si mesmo. As parábolas de Lucas 15 descrevem o drama eterno diante da infelicidade humana. Certo homem possui 100 ovelhas, mas diante do sofrimento de apenas uma, faz tudo para resgatá-la de volta ao aprisco. O júbilo de tê-la de volta é imenso. Uma mulher perde uma moeda, mas não descansa enquanto não a encontra. Quando a tem consigo, chama suas amigas para celebrarem juntas. Jesus culmina contando a parábola de um homem que tem dois filhos, dos quais um o abandona, querendo ser feliz. Nessa busca da felicidade ele acaba miserável, angustiado e nu. Ao voltar para casa, arrependido e disposto a se contentar com a simples companhia do pai, gera grande celebração. Jesus veio ao mundo para nos lembrar que Deus Pai é feliz e articulou um plano eterno para resgatar seus filhos da miséria em que se encontram. Ele estava disposto a pagar qualquer preço, para que fôssemos participantes da glória divina: “(….) Jesus, o qual em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz (….)” (Hb 12.2).

Depois de ler o livro de John Pipper, estou convencido de que todos nasceram para ser felizes. Sobretudo, estou consciente de que as pessoas encontrarão essa felicidade somente em Deus. Sei que fama, fortuna e respeitabilidade humana não produzem a felicidade que completa homens e mulheres. Somente partilhando da felicidade do Deus trino se alcança a autêntica alegria. Jesus prometeu à mulher samaritana: “Quem beber desta água tornará a ter sede; aquele, porém, que beber da água que eu lhe der, nunca mais terá sede, para sempre; pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna” (Jo 4.13-14).

Como aquela mulher, devemos pedir: “Senhor, dá-me dessa água”.

Pastor Ricardo Gondim

Em Poucas Palavras | Livre para ser Livre

 “Ora, o Senhor é o Espírito e, onde está o Espírito do Senhor, ali há liberdade.” 2 Coríntios 3:17

Robert W. Youngs contou a seguinte história:

“Eu tenho na minha mesa uma corda de violão … ela está livre.
Eu torço uma extremidade e ela se mexe. Ela está livre.
Mas, ela não está livre para fazer o que uma corda de violão deveria fazer – produzir música.
Então eu a tomo, coloco no meu violão, e a aperto até que fique esticada.
Só então é que ela está livre para ser uma corda de violão.
Da mesma forma, somos livres quando nossas vidas estão sem compromisso, mas, não para ser o que fomos destinados a sermos. A verdadeira liberdade não é liberdade de algo, mas liberdade para ser algo.”

Muitos falam que ser cristão é ser escravo de um monte de regras, mas será que isso é verdade?
Em 1 Coríntios 10:23 lemos que “todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas edificam.”
Essas palavras definem bem nossa liberdade.

Todas as pessoas querem ser livres para fazerem o que quiserem e Deus até permite que tomem suas próprias decisões, mas será que a maioria das pessoas não está vivendo como uma corda de violão que não está no violão? 

A Bíblia é fantástica e nela encontramos o porquê de sermos livres.”Porque somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou de antemão para que nós as praticássemos.” Efésios 2.10

Jesus Cristo disse que muitas vezes, as pessoas pensam que são livres vivendo para si mesmas quando na verdade são escravas dos seus próprios pecados. “Todo aquele que vive pecando é escravo do pecado.” João 8.34

 

Um filósofo disse: “Não alcançamos a liberdade buscando a liberdade, mas sim a verdade. A liberdade não é um fim, mas uma consequência.” Léon Tolstoi

Baseados nisso, como é possível ser livre de verdade?

O próprio Jesus de Nazaré nos dá a resposta. Ele disse: “conhecerão a verdade, e a verdade os libertará”. João 8.32

Enfim,como você entende que é a sua liberdade hoje? Você é uma corda de violão fora ou alinhada no violão da vida. Está vivendo livre ou para ser livre?“A verdadeira liberdade não é liberdade de algo, mas liberdade para ser algo.”

Pense e ore por isso.
Um forte abraço
Daniel Protásio

Os personagens e mensagens de “A Viagem do Peregrino da Alvorada”

Devin Brown

Personagem #1 – Eustáquio

Jesus explicou aos Seus seguidores que Ele veio para buscar e salvar o que se havia perdido. E, como aconteceu anteriormente a Edmundo na primeira história, Eustáquio é um jovem menino que definitivamente tem estado no caminho errado por tanto tempo, que já não é capaz de ver nenhum outro – aos seus olhos, ele não faz nada de errado. Edmundo se refere ao primo como “nojento” – e isso seria explicar a condição espiritual de Eustáquio em palavras brandas.

Amigos? Lewis diz que ele não tem nenhum. Felicidade? Eustáquio conhece só um tipo: desprezar e agredir os outros, desde que sejam menores ou mais fracos que ele, ou fáceis de se atacar pelas costas. Mas mesmo quando Eustáquio é um nojento, Aslam o ama e não irá abandoná-lo numa vida que só leva à miséria a curto prazo, e à destruição no final. Através de um quadro, que cria vida no momento certo, assim como fez o guarda-roupa, Eustáquio é levado para Nárnia, opondo-se e queixando-se.

Em O Problema do Sofrimento, Lewis ressalta que o Evangelho, quando foi pregado pela primeira vez, “trouxe notícias de uma possível cura para os homens que sabiam achar-se mortalmente enfermos”. Mas agora, Lewis diz, tudo isso mudou. Hoje, antes de as boas notícias do poder curador de Cristo possam ser aceitas, as pessoas precisam ser convencidas das más notícias de seu estado espiritual. No filmeJornada pela Liberdade [no original, Amazing Grace], apesar de sua memória estar perdendo-se com sua idade,John Newton declara que ele sabe sem dúvidas de duas coisas: “Eu sou um grande pecador e Cristo é um grande Salvador”. Os homens modernos – e Eustáquio é muito moderno – precisam ser alertados da primeira verdade antes de conhecerem a segunda.

Lewis sugere que Deus sussurra para nós em nossos prazeres, fala em nossa consciência, mas grita em nossas dores. O sofrimento, Lewis escreve, “é o megafone de Deus para despertar um mundo surdo”. Depois, Eustáquio é capturado por mercadores de escravos em Felimate, e ninguém irá comprá-lo. Mas Eustáquio fica surdo à mensagem que esse episódio tem para ele, da mesma forma como ele foi durante toda sua vida, sem indicação alguma de que ele é a pessoa maravilhosa que pensa ser.

Pela graça, Eustáquio é dolorosamente avisado da vida de Dragão que ele estava levando. Com a ajuda de Aslam, ele é levado a ver o que realmente ele é e como ele findará. Cheio de horror e nojo, Eustáquio faz pequenas, superficiais melhorias, mas ele é incapaz de mudar a si mesmo de maneira completa e duradoura, é incapaz de libertar-se das cadeias do profundo egoísmo, da crueldade, e do orgulho que o aprisionam.

Eustáquio Clarêncio Mísero compartilha mais do que um nome sugestivo e a relativa semelhança com as iniciais de seu criador, Clive Staple Lewis. Em uma carta que Lewis escreveu sobre seu próprio despertar espiritual, ele confessa: “eu descobri coisas ridículas e terríveis sobre meu próprio caráter… Parece que ele não tem fim. Mais e mais profundo em mim, amor próprio e auto-admiração”.

Finalmente, Aslam diz a Eustáquio, “Você terá de deixar que eu o desvista”*. E ‘deixar’ é uma palavra-chave, pois Aslam não irá forçar sua salvação em ninguém. Eustáquio consente e, através de outra provação dolorosa, ele é renovado e colocado no caminho certo.

Depois de seu encontro com Aslam, Eustáquio não vira alguém perfeito, mas começa a se dirigir no sentido certo e então se transforma numa ilustração de como os cristão começam a crescer e amadurecer após a conversão. Lewis escreve: “Seria bonito e muito próximo da verdade dizer que, dali por diante, Eustáquio mudou completamente. Para ser rigorosamente exato, começou a mudar. Às vezes, tinha recaídas. Em certos dias era ainda um chato. Mas a cura havia começado”.

John Newton diz, “Eu era cego, mas agora vejo. Eu não escrevi isso?”. Quando Wilberforce concorda, Newton declara, “Agora, finalmente, é verdade”. Eustáquio também era inicialmente cego para sua terrível condição espiritual. Mas depois de A Viagem do Peregrino da Alvorada, Eustáquio, assim como Newton, pode proclamar, “Eu estava perdido, mas fui achado”. Através de Eustáquio – um dos mais memoráveis e amados personagens nas Crônicas – Lewis poderosamente comunica as más notícias sobre nosso estado pecaminoso e as boas notícias da graça de Deus e de Sua cura para nós.

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Devin Brown é um dos mais renomados conhecedores sobre CS Lewis e suas obras em todo o mundo. É dele o famoso livro “Os Bastidores de Nárnia“. Nesta semana, o site da Samaritan’s Purse trouxe um ótimo texto de Brown, sobre os principais personagens de A Viagem do Peregrino da Alvorada. Confira nesta primeira parte uma descrição sobre Eustáquio Clarêncio Mísero – e fique atento para as próximas partes!

Você quer acompanhar Jesus ou quer Jesus em sua companhia?

Jesus dizia a todos: “Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me.” (Lucas 9.23)

Ter Jesus em sua companhia era o que muitos daquela época mais queriam. também pudera, Ele multiplicava pães e peixes, curava leprosos, cegos, paralíticos, transformava água em vinho, enfim, quem é que não queria um homem desses por perto. Era satisfação garantida! Ou como diriam por ai “Seus problemas acabaram”

O interessante é que Jesus não estava ali pra ser gênio da lâmpada pra ninguém, nem naquela época e muito menos hoje. Por isso ele fez essa indagação: “Se alguém quiser me acompanhar…”

Em outras palavras o que Jesus estava dizendo era que não adiantava só estar maravilhado e entusiasmado com o que ele poderia fazer nas circunstâncias e sim que entendessem o que queria fazer dentro de cada um. Ele não queria pessoas satisfeitas por Ele, queria pessoas satisfeitas Nele. Por isso ele disse: “…Negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me.”

Querer acompanhar Jesus é muito diferente de querer ter a companhia de Jesus.
Acompanha-lo significa se render a Ele e ter as experiências que Ele teve.

Portanto é indispensável que quem queira acompanhar o mestre tenha uma decisão sobria e não extasiada, sabendo pelo menos o mínimo sobre quem Ele é qual é a sua obra; uma disposição em render-se; e boas sandálias para seguir os seus passos.

Super importante: Não é preciso negar-se a si mesmo e tomar a cruz diariamente para se andar com Deus, mas é preciso andar com Deus para conseguir negar-se a si mesmo e tomar diariamente a sua cruz.
É apenas um detalhe, mas faz toda a diferença.

O Espírito age de forma regeneradora e a graça nos alivia o fardo.

E ai? Vamos juntos acompanha-lo?

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A soberania de Deus e a contingência do mundo

Por Ed René Kivitz

Ainda estamos em meados de março e o ano já ganhou contornos apocalípticos. O ano de 2011 está com cara de fim de mundo. A convulsão social na Tunísia, Egito e Líbia, que rapidamente se alastra contra os governos totalitários no Norte da África e no Oriente Médio, as fortes chuvas que assolam o Brasil em mais um verão de tragédias e catástrofes, e a Tsunami no Japão, seguida de acidente nuclear de proporções ainda desconhecidas, exigem explicações que possam trazer um mínimo de estabilidade e segurança para todos quantos estarrecidos acompanham os noticiários diários.

As explicações para tamanha ebuliência de fenômenos sociais e especialmente cataclismos naturais devem dar um jeito de articular pelo menos três variáveis: a realidade de um mundo hostil, a vulnerabilidade da conduição humana e a ausência, distância ou omissão de um eventual ser superior ou mesmo Deus.

Desde tempos imemoriais a humanidade se debate para encontrar sentido – direção e significado – para fatos que ferem a mínima sensibilidade humana: afinal de contas, esse mundo faz sentido? E o que Deus, se é que existe, tem a ver com isso?

A pergunta a respeito do sentido do mundo, se o mundo faz sentido ou não, quer saber se a vida e seu emaranhado de fatos sociais e fenômenos naturais obedece a uma lógica aceitável à racionalidade humana. Perguntar se o mundo faz sentido implica desejar saber se podemos esperar que as coisas aconteçam segundo um critério moral e bom, ou se a vida segue seu curso indiferente aos princípios de justiça da consciência e do comportamento humanos. Quer saber se por trás das tragédias coletivas e dos infortúnios existe uma lógica que justifique todo o sofrimento humano. Em outras palavras, quem quer saber se o mundo faz sentido está em busca de uma explicação razoável para o Holocausto, a Tsunami e a morte violenta de uma criança.

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Onde está Deus nos momentos de sofrimento?

Conta-se que a filha de Billy Graham estava sendo entrevistada no “Early Show” quando a apresentadora Jane Clayson lhe perguntou : Como DEUS permitira algo tão terrível assim acontecesse no dia 11 de setembro de 2001?

E Anne Graham deu uma resposta profunda e esclarecedora.

Ela disse: “Eu creio que DEUS ficou profundamente triste com o que aconteceu, tanto quanto nós. Por muitos anos nós temos dito para DEUS não interferir em nossas escolhas, sair do nosso governo e sair de nossas vidas. Sendo um cavalheiro como DEUS é, eu creio que Ele calmamente nos deixou. Como poderemos esperar que DEUS nos dê a Sua bênção e Sua proteção se nós exigimos que Ele não se envolva mais conosco? À vista dos acontecimentos recentes, ataque dos terroristas, tiroteio nas escolas, etc.

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Em Poucas Palavras | Na TV o que eles falam sobre o jovem não é sério…

Pare um instante e tente responder: Quem é você? Por que você está nessa vida? Qual é a sua causa?

Desde os tempos mais remotos, juventude sempre foi sinônimo de entusiasmo, de energia, de disposição, de inconformidade e de ação. Isso está registrado na história da humanidade onde os jovens foram protagonistas de grandes movimentos que ajudaram a transformar o mundo. Derrubaram ditaduras, promoveram revoluções, defenderam os direitos, combateram a escravidão, lutaram contra injustiças, elegeram presidentes e expulsaram presidentes, nunca foi fácil encarar a “força jovem”.

Mas os tempos são outros e atualmente estamos vivendo um período chamado de sociedade pós-moderna, onde não há, “aparentemente”, lutas para se travar a não ser a do vestibular onde se sonha passar, o mercado de trabalho onde almeja realizar-se, a conquista da casa dos sonhos, do carro importado e da TV de plasma gigante na sala, por causa disso, essa geração não está sendo marcada pelas conquistas coletivas e pela transformação do mundo, e sim pela realização do EU.

Essa passividade ideológica dos jovens atuais tem impressionado, e infelizmente vemos reflexos disso na nossa juventude cristã que se mantém estática diante do que acontece a sua volta. Será que o mundo não precisa mais de transformação? As injustiças acabaram? Na TV, o que eles falam sobre os jovens não é sério, pois o objetivo é exatamente esse: bitolar suas mentes e mantê-los ocupados e distraídos enquanto deixam de lado os verdadeiros propósitos pelos quais foram criados. (Ef 2.10)

Em Poucas palavras, a grande verdade é que nossa juventude cristã precisa de um pouco de UTOPIA! Precisa sonhar algo para a humanidade e precisa revolucionar o mundo através do amor de Deus. Só assim provaremos que na bíblia, o que eles falam sobre os jovens é sério.

“A glória do jovem é a sua força…” Provérbios 20.29

Mas onde está sendo empregada essa força? Quem é você? Por que você está nessa vida?
Sua resposta ainda é a mesma?! Deus tem muito mais pra você então comece a mudar isso!

Venha participar do 34º CONJUBASPE | Congresso da Juventude Batista do Sertão de Pernambuco.
DATA: 22 À 24 de oabril – Tema: Juventude ID – Vencendo a Crise e Resgatando a Identidade
Local: IPUBI/PE – Valor: R$ 50,00 (Incluso alimentação e hospedagem)

Maiores informações: www.jubaspe.com

Um forte abraço
Daniel Protásio | Presidente da JUBASPE

Em Poucas Palavras | Em busca de acessórios e deixando de lado o essencial.

Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nas regiões celestiais em Cristo” (Efésios 1.3)

Ao lermos esse pequeno versículo da bíblia, não podemos deixar de seguir o exemplo do autor e também bendizer com muita alegria e gratidão, o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo.

É duro ter que admitir como muitas vezes tomamos atitudes de ingratidão para com Deus. Quantas vezes esquecemos de agradecer à Deus pela vida? Quantas esquecemos de agradecer pela saúde, pelo trabalho, pela refeição, pela família? Quantas vezes esquecemos de agradecê-lo pelas bençãos alcançadas em Cristo? O pior é quando nem se sabe o que são essas BENÇÃOS!

O agradecer ao qual me refiro não é simplesmente fazer mensão do que gozamos em um momento de oração. Esse agradecer vai muito além disso.

Bendizer o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo é entender que Ele“nos abençoou com todas as bençãos”.
Bendizer o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo é entender que esse “todas”, significa ESSENCIAL.
Bendizer o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo é entender que benção espiritual não é necessariamente algo abstrato.

Por que essa enfase?
Porque infelizmente, é exatamente o não entendimento do que são bençãos, do que são promessas, que levam grande número de pessoas a viverem de forma frustrante pois estão EM BUSCA DE ACESSÓRIOS E DEIXANDO DE LADO O ESSENCIAL.

Não é essa vida que Deus tem pra você!

Em poucas palavras… “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo” porque ele nos ama e já providenciou tudo quanto é essencial para nós. Basta só você querer entender.

Um forte abraço
Daniel Protásio

Em poucas palavras | A Graça que vem da Paz e a Paz que vem da Graça

“…aos santos e fiéis em Cristo Jesus que estão em _________. A vocês, graça e paz da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo.” Efésios 1.1-2

Há muita riqueza nessa tão simples saudação. Graça e Paz é uma expressão muita usada, mas talvez pouco compreendida. Vejo pessoas usando essa palavras, mas infelizmente não identifico pessoas experimentando o efeito delas. O apóstolo Paulo por sua vez, sabia muito bem o quão especial era o seu significado. Por isso, percebia-se não apenas em suas palavras, mas em sua vida, que ele experimentava da graça que vem da paz e da paz que vem da graça.

  • “Graça indica a iniciativa salvadora e gratuita de Deus”
  • “Paz indica o nível de vida em que passamos a viver desde que Deus reconciliou os pecadores consigo mesmo e uns com os outros na sua nova comunidade” (John Stott)

Para nós hoje, só é possivel ter acesso à graça de Deus porque Ele tomou a iniciativa da reconciliação, ou seja, foi Deus quem promoveu a paz. Jesus Cristo foi o consumador do plano reconciliador e pagou a dívida que o homem tinha para com Deus. Ele mesmo disse: ‘Eu vim para salvar o mundo e não para condená-lo”. E é por causa desse plano que podemos usufruir da graça que vem da paz.

A Paz que vem da Graça por sua vez, é exatamente aquilo que não conseguimos alcançar longe do relacionamento com Deus. Muitos de nós passamos anos e anos tentando alcançar a paz, e de certa forma até encontramos, mas na montanha russa da vida essa paz não consegue ser mais do que circunstancial. Quando a origem não é a graça, o peso da dívida, a auto-justificação, a auto-realização e a auto-existência não permitem uma experiência real da paz que excede todo o entendimento, uma paz possível na terra e nos céus.

Querido amigo, desejo que você também experimente da Graça que vem da Paz e da Paz que vem da Graça e assim possa viver de forma plena, entendendo os motivos pelos quais vive.

Para isso, você não precisa pagar nada (ao contrário do que dizem por ai). Como o próprio nome já diz: é graça!
É simplesmente um presente de Deus pra mim e pra você. E o melhor de tudo, está ao seu alcance.

“… A vocês, graça e paz da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo.”

Boa noite.
Daniel Protásio
Baseado em Sermão de 13.02.2011

Em Poucas Palavras… | Integral ou Instantâneo?

Que tipo de cristão somos: Integral ou instantâneo?

“somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou antes para nós as praticarmos.” Ef 2.10

Um cristão instantâneo é aquele que baseia sua espiritualidade em experiências extraórdinárias. É aquele que visita Deus uma ou duas vezes por semana pra recarregar as energias ou pra “descarregar energias”, levanta as mãos, chora, sente um mover “tremendo”, mas volta pro mundo real e vive sem demonstrar os efeitos práticos de toda essa fé, ou tenta forçar um jeito de demonstrar que não é deste mundo através de uma espiritualidade esteriortipada. Infelizmente, na maioria das vezes tem uma fé efêmera e não consegue evidenciar bons frutos, apenas boas palavras.

Por outro lado, um cristão integral, não depende de circunstâncias para exercer sua espiritualidade. Ele não ignora os encontros semanais nem sua participação no corpo de Cristo, mas sua adoração ultrapassa as fronteiras da religião. Esse tipo de homem ou mulher não é aquele que fala o idioma evangeliquês, mas é aquele que tem em suas ações a comprovação de que se parecem com Deus. É integral porque vive de forma completa, busca um cristianismo global, e quando olha para outros não vê apenas um pecador, vê um próximo. Seus frutos não tem apenas uma boa aparência, tem sabor.

Que tipo de cristão somos: Integral ou instantâneo?

Pensemos nisso ! Onde, como e quando somos identificados como filhos de Deus?

Boa noite
Daniel Protásio

Em Poucas Palavras | O Abismo entre Teoria e Prática

É possível praticar o que se prega e pregar o que se vive?

Disse Jesus: “Agora que vocês sabem estas coisas, felizes serão se as praticarem.” (Leia João 13.1-17)

É interessante como podemos ser surpreendidos com nossa fragilidade em colocar aquilo que muitas vezes defendemos em prática. É por isso que dizem por ai: “falar é fácil, difícil é fazer”;  “façam o que eu falo, mas não faça o que eu faço”. Por que existe essa imensa distância entre uma palavra e uma atitude?

Quando Jesus disse aos seus discípulos que não adiantava só ter conhecimento, Ele não estava simplesmente falando de algo que Ele mesmo não estava experimentando. Jesus quando ensinava, falava do que vivia. Quando ensinou a lavar os pés uns dos outros em sinal de humildade e serviço, Ele mesmo sendo Deus e Mestre se colocou na posição de servo; quando ensinou a perdoar, Ele mesmo sendo traído e abandonado perdoou aqueles amigos traidores; quando ensinou a oferecer a outra face, Ele mesmo foi entregue a morte como cordeiro manso diante dos seus agressores. Jesus não podia falar de algo que não experimentasse. Nós não podemos falar de algo que não estamos dispostos a experimentar.

Minhas reflexões seriam totalmente nulas se eu apenas escrevesse algo que não experimentasse. Elas são frutos de uma luta diária para atravessar o abismo entre a teoria e a prática. Essa por exemplo é o reflexo das minhas muitas vezes trágicas experiências onde não consigo colocar algo em prática. Mas fico otimista porque apesar de ser difícil, Jesus demonstrou que é possível.

Convido você a pensar nisso! O abismo é grande, mas não devemos desistir porque a Cruz é a ponte. É totalmente possível sim vencer esse abismo. Não de uma hora pra outra, não fingindo ser o que não é, mas dia após dia seguindo Jesus no caminho da Cruz.

Quer ser feliz? Coloque em prática o que você tem aprendido.

Boa Noite.
Daniel Protásio

Em Poucas Palavras | A tal da Reciprocidade

A tal da Reciprocidade

Jesus disse: “Se vocês amarem aqueles que os amam, que recompensa vocês receberão? Qualquer um pode fazer isso!” (Ler Mateus 5.43-48)

O maior equívoco que pode haver num relacionamento entre pessoas é a tal da reciprocidade. Fazemos e queremos receber em troca. Isso causa muita infelicidade e frustração.

Quando pararmos de agir dessa forma, nossa satisfação estará na atitude de servir e não na forma como seremos retribuídos.

Agora, se você acha que não tem esse tipo de problema então analise bem sua reação quando alguém que recebeu o seu copo com água não fizer o mesmo quando você precisar.

Pense nisso!

Quer ser feliz? Viva sem pensar na tal reciprocidade. Simplesmente faça.

Boa noite.

(dp)

Religião e Espiritualidade

Por exemplo, tanto o Dalai Lama quanto o Papa Bento XVI têm uma espiritualidade, mas têm religiões diferentes. Um é budista e outro é cristão. Em termos simples, assim como o ser humano tem corporeidade (relação com o corpo) e racionalidade (relação com a mente), também tem espiritualidade (relação com as realidades espirituais). Religião é maneira como cada ser humano desenvolve e pratica sua espiritualidade. Espiritualidade tem a ver com os atributos do espírito humano: razão, emoção, volição, consciência e auto-consciência. Religião está relacionado ao mundo dos espíritos, geralmente supra humanos.

Espiritualidade é aquilo referente às virtudes do espírito: amor, compaixão, solidariedade, generosidade, perdão e justiça. Religião trata mais das regulações morais, objetivas, em detrimento das virtudes subjetivas. Dentro de cada religião existe um número variado de maneiras de vivenciar a espiritualidade. Por exemplo, no Cristianismo a espiritualidade pode ser vivida de uma forma Católica Romana e outra Protestante, e mesmo dentro do Protestantismo, existem ramificações como o protestantismo histórico, o pentecostalismo e o neo-pentecostalismo.

No Brasil, os protestantes ficaram conhecidos como “evangélicos”. Isto é, “evangélico” é um ramo do protestantismo, que por sua vez é um ramo do Cristianismo, que por sua vez é uma das cinco grandes religiões. Ser “evangélico”, portanto, é uma forma de viver a espiritualidade cristã, e nesse caso podemos dizer que existe uma “espiritualidade cristã evangélica”. O grande desafio é perceber quando uma religião ajuda e quando atrapalha o desenvolvimento espiritual. Ou mesmo, e principalmente, no meu caso que sou cristão, que versão do Cristianismo vai pautar a minha espiritualidade.

Ed René Kivitz| edrenekivitz.com

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